Mira Amaral diz que se “excedeu”, falou “em voz alta” e pôs a mão no ombro da mulher

Mira Amaral diz que se “excedeu”, falou “em voz alta” e pôs a mão no ombro da mulher

  • 01/04/2026 08:58
  • Redação

O antigo ministro da Energia, Mira Amaral, defendeu-se das acusações de violência doméstica que tiveram palco numa clínica do centro de Lisboa.

Num vídeo publicado no Facebook por Camilo Lourenço, com quem Mira Amaral partilha um programa no canal “A Cor do Dinheiro”, o ex-ministro começa por dizer que a mulher sofre de “doença bipolar”.

O antigo governante é arguido num processo de violência doméstica, acusado de agredir a mulher à bofetada.

“Eu aguento essa situação há trinta e tal anos. Teria sido, para mim, muito fácil ter-me separado ou divorciado. A minha consciência moral não o permitiu fazer. E, portanto, eu sofro muito com esta situação”, começou por esclarecer.

Mira Amaral diz que a mulher estava com dor de costas e que conseguiu marcar uma ressonância magnética para a Clínica São João de Deus, em Alvalade.

A situação que o levou a ser acusado de violência doméstica descreve-a assim: “Quando lá cheguei, a senhora que a atendeu pediu a prescrição médica. Ela disse que não tinha. E eu aí, como estava extremamente nervoso, excedi-me, falei em voz alta, virei-me para ela, levantei o braço, pus-lhe o braço no ombro e perguntei-lhe, então o que é que vamos fazer?”, recorda.

A cena foi presenciada por outras pessoas, “nomeadamente duas senhoras que eu julgo que lá estavam, no guichet a assistir, que devem ter feito depois uma queixa à polícia”.

Entretanto, segundo Mira Amaral, na clínica descobriram a prescrição e a esposa “acabou por fazer a ressonância magnética”.

“Calmamente, ela não se assustou nem nada, porque ela também percebe o estado em que eu estava, nervoso”, sublinhou.

De seguida, a mulher de Mira Amaral foi fazer o exame, ele acompanhou-a e mais tarde, remata, “aparece um polícia que me leva”. O ex-ministro ficou com Termo de Identidade e Residência.

Luís Mira Amaral, de 81 anos, foi ministro em três governos liderados por Cavaco Silva, ocupando as pastas do Trabalho e Segurança Social e Indústria e Energia.

  • Fonte: Rádio Renascença
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