“Conheço-o há anos e ele continua o mesmo”, diz o secretário pessoal do Papa

“Conheço-o há anos e ele continua o mesmo”, diz o secretário pessoal do Papa

  • 01/04/2026 08:59
  • Redação

Monsenhor Edgard Iván Rimaycuna Inga é o secretário particular de Leão XIV. O jovem sacerdote peruano, de 36 anos, nasceu em Chiclayo e, ainda seminarista, conheceu Robert Prevost em 2006, quando este era superior-geral dos Agostinianos.

Mais tarde, foi pároco na sua terra-natal e trabalhou com o bispo Prevost entre 2015 e 2017, sendo depois enviado para estudar, em Roma, no Instituto pontifício bíblico.

Em 2023, Robert Prevost foi para Roma como Prefeito da Congregação dos Bispos e nomeou-o para seu secretário, cargo que mantém após a eleição de Leão XIV.

Discreto e silencioso, monsenhor Edgar acompanha sempre o Santo Padre, em todas as deslocações e atividades, incluindo a bordo do papamóvel. De passagem por Madrid, o secretário particular do Papa deu uma breve entrevista ao semanário Alfa e Omega, da arquidiocese de Madrid.

“O Papa continua o mesmo, não mudou; a única coisa que alterou foi o seu cargo e a cor da batina, que agora é branca”, diz Rimaycuna Inga.

“O homem que todos conhecemos é o mesmo: tranquilo, com uma grande capacidade de escuta e sempre disponível. Apesar da enorme quantidade de trabalho, ritmo e atividade, encontra sempre tempo para acolher e escutar”.

O trabalho do secretário particular consiste em “proteger o Papa para que possa realizar o seu trabalho com serenidade e encontrar o repouso necessário para realizar a sua missão de guiar a Igreja”, revela. “Para mim, trabalhar com o Papa também significa trabalhar ao lado de um amigo”.

Monsenhor Edgar Inga destaca o modo sóbrio da maneira de ser do atual Papa, “sempre prudente, tranquilo e paciente”, facetas que já manifestava nos anos em que Prevost foi bispo de Chiclayo. “Ele sabe unir a prudência com o pragmatismo americano e a proximidade dos gestos cordiais e afetuosos que aprendeu na América Latina”.

O jovem secretário de Leão XIV lembrou ainda que a sua missão “é estar sempre em segundo plano e deixar que o centro das atenções seja outro”, seguindo o exemplo de dois grandes santos: São José, o santo do silêncio, em que toda a sua vida ficou em segundo plano para dar os primeiros lugares a Maria e Jesus; e São João Batista que afirmou “é preciso que eu diminua para que Ele cresça”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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