Patriarca pede aos fiéis que sejam “construtores de um mundo iluminado pelo amor”
- 04/04/2026 18:00
- Redação
Na homilia, o bispo afirmou que “nestes tempos de elevada complexidade, em que as notícias de luz são zelosamente ignoradas para que prevaleçam as da morte, da guerra e do homem como obra fracassada”, cada fiel é chamado a ser “sal e luz”, para que a Ressurreição alcance “os campos de guerra, as casas destruídas, as famílias desfeitas, os corações divididos, as consciências endurecidas”.
Para D. Rui Valério, a Ressurreição “não é um acontecimento passado, mas atual”.
“A humanidade alcançou uma nova condição: embora sendo seres criados, possuímos, pela graça de Deus, o chamamento à divinização; e, ainda que pertençamos à história, sustentamo-nos na esperança da vida eterna.”
O bispo acredita que ser cristão "é aceitar o nomadismo espiritual": “Deus não está retido nos nossos conceitos, nos nossos sistemas de culpa, nem sequer na nossa religiosidade estática. Ele ‘vai à vossa frente’. Ser cristão, nesta noite, é aceitar este nomadismo espiritual; é ser um eterno principiante."
Com a Ressurreição, sublinha o Patriarca de Lisboa, “o mundo reencontra sentido, não só para o seu fazer e produzir, mas, fundamentalmente, para o seu ser”. “A Páscoa é a permissão divina para começarmos de novo, mesmo quando tudo em nós diz que é tarde demais.”