Opositor húngaro avisa Orbán que não poderá impedir legislativas

Opositor húngaro avisa Orbán que não poderá impedir legislativas

  • 05/04/2026 14:52
  • Redação

"Deixem-me dirigir-me a Viktor Orbán: é bom que saiba que não conseguirá impedir a eleição de 12 de abril de forma alguma", afirmou o líder do Tisza, que as sondagens colocam em primeiro lugar nas intenções de voto, num vídeo publicado nas redes sociais.

No próximo domingo, acrescentou, "milhões de húngaros tomarão uma decisão e encerrarão as duas décadas mais corruptas da história do país, que fizeram da Hungria o Estado-membro mais pobre da União Europeia", referindo-se aos 16 anos de poder do Fidesz, partido liderado por Orbán.

Até ao momento, não há informações sobre a origem dos explosivos nem sobre quem os poderá ter colocado no local.

Magyar considerou ainda que, se Viktor Orbán "ou a sua propaganda" usarem "esta provocação na Sérvia para fins de campanha, será uma admissão aberta de que foi uma operação de falsa bandeira pré-planeada contra agentes da lei e pessoal das forças armadas".

A estes, pediu: "Permaneçam fiéis ao vosso juramento, sirvam o país, não as ordens políticas".

O gasoduto, uma extensão do Turk Stream, abastece a Sérvia e a Hungria de gás russo. O Governo de Viktor Orbán ligou a Ucrânia a uma "tentativa de ataque terrorista", o que Kiev já negou.

No vídeo, Magyar afirmou que "nas últimas semanas, surgiram vários relatos independentes de que, devido ao colapso do apoio ao Fidesz, Orbán planeia atravessar outra fronteira com a ajuda da Sérvia e da Rússia, e vários especialistas e jornalistas próximos do Fidesz indicaram publicamente e de forma não pública que algo ia acontecer no gasoduto na Sérvia, e isso aconteceu".

O candidato pediu ao primeiro-ministro que o informe "imediatamente sobre os desenvolvimentos, pois a situação que se desenvolveu terá de ser resolvida pelo Governo do Tisza", numa referência à eventual vitória do partido.

Também os húngaros esperam "informações reais", disse, argumentando que "a confiança do povo húngaro nos serviços húngaros tem sido abalada nas últimas semanas devido a uma série de crimes dos serviços secretos".

Durante a campanha, o primeiro-ministro húngaro, pró-Moscovo, tem aumentado os ataques contra a Ucrânia, que acusa de tentar perturbar a segurança energética da Hungria, Estado-membro da UE, que, tal como a Eslováquia, continua a importar gás russo.

Em março, Orbán vetou o empréstimo de 90 mil milhões de euros prometido por Bruxelas a Kyiv e travou a imposição do 20.º pacote de sanções à Rússia, em retaliação pela interrupção de fornecimento de petróleo russo através do oleoduto Druzhba, após um ataque russo que danificou um troço em território ucraniano.

  • Fonte: Rádio Renascença
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