Missão iraniana apela à ONU para que aja "agora" após ameaças de Trump

Missão iraniana apela à ONU para que aja "agora" após ameaças de Trump

  • 05/04/2026 17:11
  • Redação

A missão do Irão na Organização das Nações Unidas (ONU) apelou este domingo àquela instituição para que aja "agora", depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter insistido na ameaça de "desencadear o inferno" sobre aquele país do Médio Oriente.

Numa mensagem partilhada nas redes sociais, e citada pela Agência France Presse, a missão do Irão na ONU defende que, "se a consciência das Nações Unidas estivesse viva, não ficaria em silêncio perante a ameaça aberta e descarada do presidente belicista dos Estados Unidos de atacar infraestruturas civis".

"Trump pretende arrastar a região para uma guerra sem fim", lê-se na publicação.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, deu no sábado 48 horas ao Irão para chegar a um acordo ou reabrir o estreito de Ormuz, dizendo que, caso não o faça, vai fazer cair o inferno sobre o país do golfo Pérsico.

Entretanto, Trump adiou o prazo por 24 horas, estando agora marcado para terça-feira, às 20h00, hora de Washington (01h00 de quarta-feira em Lisboa).

Na mensagem publicada este domingo, a missão do Irão na ONU alerta que, "mais uma vez, o Presidente dos Estados Unidos ameaça abertamente destruir infraestruturas essenciais para a sobrevivência da população civil no Irão".

"A comunidade internacional e todos os estados têm a obrigação legal de impedir estes atos atrozes de crimes de guerra. Têm de agir agora. Amanhã será tarde demais", defendeu a missão.

Donald Trump ameaça há vários dias transformar o Irão num "inferno", bem como devolver aquele país à "Idade da Pedra".

O Conselho de Segurança da ONU aprovou em março uma resolução na qual condena os bombardeamentos do Irão contra países do Médio Oriente, que aconteceram em resposta à operação conjunta dos Estados Unidos e Israel.

Na mesma ocasião, o Conselho de Segurança rejeitou uma resolução, apresentada pela Rússia, que instava "todas as partes" a porem fim à ofensiva, sem mencionar "intencionalmente" nenhum país, visando alcançar um "consenso".

A guerra atualmente em curso no Médio Oriente foi desencadeada em 28 de fevereiro por ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, tendo Teerão retaliado com ataques contra o território israelita e os países do Golfo que albergam bases norte-americanas.

Vários líderes do Irão, incluindo o seu líder supremo, o aiatola Ali Khamenei, foram mortos nestes ataques aéreos.

O movimento islamista Hezbollah, do Líbano, entrou no conflito no dia 2 de março para vingar a morte de Ali Khamenei. Israel respondeu com ataques aéreos de grande envergadura em todo o Líbano e uma ofensiva terrestre no sul do país.

Milhares de pessoas morreram desde o início da guerra na região, sobretudo no Irão e no Líbano.

  • Fonte: Rádio Renascença
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