Donald Trump: Irão fez "proposta significativa, mas não é suficiente”
- 06/04/2026 12:06
- Redação
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforça que terça-feira é o prazo final para alcançar um acordo com o Irão. Teerão já rejeitou, entretanto, um cessar-fogo proposto pelo Paquistão, que está a tentar mediar o conflito.
Trump disse esta segunda-feira aos jornalistas, na Casa Branca, que Teerão também apresentou uma proposta de acordo para acabar com a guerra, mas ainda não é boa o suficiente, na perspetiva de Washington.
“Fizeram uma proposta, e é uma proposta significativa. É um passo importante. Não é suficiente”, afirmou o líder norte-americano.
“A guerra pode terminar muito rapidamente, se fizerem o que têm de fazer. Têm de cumprir certas condições. Eles sabem disso, e penso que têm estado a negociar de boa-fé”, disse Donald Trump, durante um evento anual de Páscoa na Casa Branca.
O Presidente dos EUA considera que os norte-americanos que são contra a guerra "estúpidos", porque "o Irão não pode ter uma arma nuclear".
Trump alegada que se não tivesse rasgado o acordo nuclear da Administração Obama com o Irão, "Israel já tinha sido eliminado da face da terra" pelo regime de Teerão.
O líder norte-americano também disse que está a "obliterar" o Irão e que, por ele, "ficava com o petróleo".
O Paquistão apresentou uma proposta de cessar-fogo de cinco semanas, mas o Irão respondeu que pretende um acordo para uma paz duradoura e rejeitou, para já, desbloquear o Estreito de Ormuz.
De acordo com a agência de notícias estatal IRNA, a resposta iraniana é composta por 10 pontos, incluindo o fim dos conflitos na região, um protocolo para garantir a passagem segura no Estreito de Ormuz, o levantamento de sanções e a reconstrução.
Trump ameaçou fazer chover “inferno” sobre Teerão caso não fosse alcançado um acordo até às 20h00 de terça-feira que permitisse a retoma do tráfego nesta rota vital para o abastecimento energético global.
“Após cinco semanas de guerra no Médio Oriente, é evidente que apenas uma solução diplomática poderá resolver as suas causas profundas”, escreveu.
António Costa sublinhou ainda que os ataques a infraestruturas civis são ilegais e devem ser condenados, independentemente do contexto.
“Qualquer ataque a infraestruturas civis, nomeadamente a instalações energéticas, é ilegal e inaceitável. Isto aplica-se à guerra da Rússia na Ucrânia e aplica-se em todo o lado”, declarou.