MAI lamenta 20 mortos na Operação Páscoa e anuncia novas medidas para travar sinistralidade

MAI lamenta 20 mortos na Operação Páscoa e anuncia novas medidas para travar sinistralidade

  • 07/04/2026 06:15
  • Redação

Num comunicado divulgado esta terça-feira, o MAI expressa “profunda preocupação e consternação” com o balanço final e apresenta condolências às famílias das vítimas.

“Cada vida perdida nas estradas representa uma tragédia pessoal e uma família destruída. Nenhuma morte na estrada é aceitável”, sublinha o Ministério, alertando também para o impacto duradouro da sinistralidade nos feridos que ficam com sequelas físicas e psicológicas.

Perante os números registados, o Governo reconhece que os resultados exigem uma resposta mais eficaz e anuncia novas iniciativas para reforçar a segurança rodoviária.

“É tempo de uma reflexão séria. Mais que isso, é tempo de agir”, refere o MAI, adiantando que está em preparação “um pacote de medidas estratégicas”, com horizonte de médio e longo prazo, a par de ações imediatas destinadas a reduzir o número de acidentes e vítimas.

O Ministério sublinha que a segurança rodoviária não depende apenas das autoridades, mas de um compromisso coletivo. “Exige um esforço e um compromisso de todos”, lê-se no comunicado, que aponta responsabilidades ao Estado, autarquias, entidades públicas e privadas e a cada cidadão.

Apesar do reforço da fiscalização levado a cabo pela GNR e pela PSP durante o período da operação, bem como das campanhas de sensibilização promovidas pelas autoridades e outras entidades, os dados confirmam a persistência de comportamentos perigosos na estrada.

Entre os principais fatores de risco identificados continuam a destacar-se a condução sob efeito de álcool, o excesso de velocidade e o uso indevido do telemóvel durante a condução — práticas que continuam a comprometer a segurança rodoviária.

O MAI reconhece que, apesar da evolução das infraestruturas e da maior segurança dos veículos, estes comportamentos anulam parte dos progressos alcançados. Por isso, defende a necessidade de ir mais longe em medidas que influenciem diretamente o comportamento dos condutores e contribuam para a criação de “um ambiente rodoviário seguro”.

O Ministério enquadra a sinistralidade rodoviária como um problema estrutural que exige uma resposta articulada e contínua. As ações de sensibilização e fiscalização, asseguradas por entidades como a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a GNR e a PSP, têm sido reforçadas, mas não têm sido suficientes para eliminar comportamentos de risco.

Nesse sentido, o MAI sinaliza a necessidade de políticas mais eficazes e integradas, que combinem prevenção, fiscalização e educação rodoviária, com impacto direto na redução da sinistralidade.

Na parte final do comunicado, o Ministério deixa um apelo claro à responsabilidade de cada condutor, sublinhando que a mudança depende também de comportamentos individuais.

“Cumprir as regras, respeitar os outros utilizadores da via pública e adotar uma condução prudente são comportamentos indispensáveis”, refere o MAI.

  • Fonte: Rádio Renascença
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