"Isto está um verdadeiro terror". Portuguesa relata "descalabro" em Beirute após bombardeamentos de Israel
- 09/04/2026 03:25
- Redação
Apesar das exigências de Teerão, o Líbano está, por agora, excluído da suspensão da guerra.
“Tínhamos a leve esperança de que o Líbano pudesse ser incluído no acordo de cessar-fogo entre o Irão, Israel e Estados Unidos, mas também sabíamos que isso seria muito difícil”, reconhece esta portuguesa que vive há mais de 20 anos no país e que já está habituada ao som das bombas e ao medo.
A imagem de uma cidade mergulhada no caos é evidente, num relato telegráfico, mas eloquente: “as pessoas a tentarem sair das zonas que estavam a ser bombardeadas… muitas pessoas debaixo dos escombros e os hospitais de Beirute já estão a ficar lotados. A Cruz Vermelha pede a quem possa que dê sangue”.
E ninguém sabe o que pode acontecer no dia seguinte. Rita Dieb sempre resistiu à ideia de sair do Líbano. Os dias vivem-se um de cada vez: “O medo é muito maior e não sabemos o que nos espera”. Mas a vida continua, na medida do possível.
Para já, Beirute não sente a falta de bens essenciais como alimentos, medicação ou combustíveis: “ainda não sentimos falta de nada, mas os preços estão exorbitantes e, tal como sobejamente sabido anteriormente, já havia um nível de inflação muito elevado no Líbano. Agora a situação cada vez mais tende a piorar” conclui.