Trump não exclui ataques em larga escala no Irão caso falhe o acordo de cessar-fogo

Trump não exclui ataques em larga escala no Irão caso falhe o acordo de cessar-fogo

  • 09/04/2026 03:18
  • Redação

Apesar de admitir tratar-se de um cenário improvável, o presidente norte-americano refere que se o acordo não acontecer, os Estados Unidos estão prontos para ataques maiores, melhores e mais fortes no Médio Oriente.

O Hezbollah diz ter disparado rockets contra Israel, em resposta ao que descreve como uma violação do acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão.

Entretanto, o presidente iraniano sublinha que um cessar-fogo no Líbano é uma das "condições essenciais" estabelecidas pelo Irão no seu plano de dez pontos, base para a trégua com os Estados Unidos.

“Não se pode pedir um cessar-fogo e aceitar os termos e condições, aceitar todas as áreas a que o cessar-fogo se aplica e mencionar especificamente o Líbano, e depois ver uma das partes simplesmente iniciar um massacre”, disse à BBC, Saeed Khatibzadeh, ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros.

Esta madrugada, as sirenes soaram numa pequena comunidade agrícola israelita, a pouco mais de uma centena de metros da fronteira com o Líbano.

Entretanto, uma delegação iraniana chega esta quinta-feira à noite à capital paquistanesa, Islamabad, para o arranque das negociações para pôr fim ao conflito com os Estados Unidos e Israel.

À Agência Reuters, o embaixador iraniano no Paquistão referiu que apesar do ceticismo da opinião pública iraniana, devido às repetidas violações do cessar-fogo por Israel, uma delegação iraniana vai estar em Islamabad para negociações sérias, que terão por base os 10 pontos propostos pelo Irão.Em Islamabad, estará o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance.

Em Israel, são, esta quinta-feira, levantadas a maioria das restrições relativas ao estado de emergência.

O Comando da Frente Interna de Israel explicou que tirando a fronteira a norte, com o Líbano, até à baía de Haifa, o resto do país regressará à atividade normal.

Quanto aos locais religiosos em Jerusalém, que a polícia israelita tinha fechado por razões de segurança no arranque da guerra, também vão poder reabrir.

  • Fonte: Rádio Renascença
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