Seguro. "Nenhum combatente pode sentir que o país o tenha abandonado"

Seguro. "Nenhum combatente pode sentir que o país o tenha abandonado"

  • 09/04/2026 06:26
  • Redação

O Presidente da República, António José Seguro, disse que o Dia do Combatente, que se assinala esta quinta-feira, celebra "aqueles que partiram muitas vezes sem saber se voltariam" e que "nenhum combatente é esquecido", mostrando "respeito por aqueles que deram a vida ao país e que regressaram com marcas".

O Presidente da República falava esta quinta-feira na cerimónia do Dia do Combatente, que decorreu junto ao Mosteiro da Batalha, no distrito de Leiria, como é habitual.

Perante centenas de antigos combatentes e de militares que se juntaram no exterior do Mosteiro da Batalha, Seguro disse que a voz dos antigos combatentes "importa". "Não pode haver ambiguidades, merecem o respeito de Portugal. Muitos voltaram com feridas. Reconhecer avanços não basta se permanecerem lacunas. Ainda há caminho para andar. Nenhum combatente pode sentir que o país o tenha abandonado".

"Portugal precisa de vós, valoriza a vossa entrega. Esse legado silencioso também é uma forma de construir a paz", referiu ainda Seguro.

A participação do Presidente da República no Dia do Combatente não faz parte do roteiro da Presidência Aberta que Seguro está quase a terminar pela região centro e que, esta quinta-feira, entra no quarto dia no distrito de Leiria, um dos mais afetados pela tempestade Kristin.

Já o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, na sua intervenção na Batalha, saudou o Presidente da República pela primeira presença nas celebrações do Dia do Combatente. "É um dia maior e evocativo da dádiva e sacrifício" dos antigos combatentes, disse o ministro e líder do CDS-PP.

"Nos combatentes vivos evocam-se todos os que os precederam. Portugal é uma terra de soldados", disse ainda Melo. Referindo diversos conflitos mundiais, do Médio Oriente à Ucrânia, o ministro da Defesa Nacional referiu que o Governo está a "pensar na paz", referindo que Portugal está a fazê-lo "investindo nas Forças Armadas em infraestruturas e equipamentos".

Numa altura em que o Presidente da República cumpre a sua Presidência Aberta na região centro, Melo deixou uma palavra de gratidão às Forças Armadas que, segundo o ministro, deram tudo de si na ajuda às pessoas afetadas pelos temporais. "Os nossos militares desobstruíram vias, repararam telhados, estiveram do lado das pessoas. Foram extraordinários", assegura.

Melo referiu-se ainda às atuais ajudas aos antigos combatentes para "problemas concretos". "Não são aceitáveis atrasos ainda existentes nos cartões junto da nova direção de Recursos Humanos da Defesa Nacional", diz. "Dei instruções para que um antigo combatente tenha os benefícios não apenas quando o cartão chega, mas a partir do momento que o processo se inicie, será emitida na hora uma declaração que será bastante para que os direitos sejam adquiridos", acrescenta.

O ministro da Defesa anunciou ainda que irá apresentar uma proposta de alteração na legislação para que os militares que estiveram na Índia possam receber o cartão dos antigos combatentes que "sempre lhes foi negado", respondendo assim a uma reivindicação destes soldados e que o Chega também tem defendido.

  • Fonte: Rádio Renascença
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