UGT acha que tem "a faca e o queijo na mão" após apelo de Seguro, dizem patrões

  • 10/04/2026 02:00
  • Redação

O presidente da CIP acusa ainda a UGT de não ter dito a verdade no comunicado, onde aponta os motivos para rejeitar a proposta do Governo.

Armindo Monteiro diz que quer “continuar a ter respeito pela UGT”, mas acusa a central sindical de se apresentar com “uma posição negocial de força”, que na atualidade já não se justifica. Diz que toma “posições negociais duras”, que “não são de compromisso”.

“Tem havido, sobretudo, muita paciência do Governo e das confederações empresariais, porque do outro lado temos um único interlocutor que se sentiu empoderado com as declarações do Sr. Presidente da República”, explica.

Para Armindo Monteiro, António José Seguro “apelou à responsabilidade dos parceiros sociais, ao esforço de compromisso, a que encontrem uma solução em concertação social”. No entanto, a UGT considerou que só havia acordo se quisesse, porque o Presidente da República não ia viabilizar uma lei que não tivesse o aval dos sindicatos.

“Isto é um mandato extensivo. Isto, em bom português, é considerar-se com a faca e o queijo na mão. Não foi isso que o Sr. Presidente da República significou, não foi dar todo o poder à UGT”, garante o presidente da CIP

Apesar destes entendimentos, Armindo Monteiro assegura que a CIP não faz “birras” e continua disponível para negociar, “há sempre coisas que podem ser negociadas”. Os patrões respondem assim à UGT, que diz manter-se disponível para o diálogo.

O presidente da CIP acrescenta ainda que o principal nem foi negociado nestes oito meses: “como construímos forma de as empresas pagarem melhores salários?”, refere Armindo Monteiro nesta entrevista ao programa Dúvidas Públicas, que será publicada na íntegra este sábado e que vai para o ar depois do meio-dia.

  • Fonte: Rádio Renascença
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