Vai haver um agravamento das multas para quem conduz em excesso de velocidade ou alcoolizado?

  • 10/04/2026 03:22
  • Redação

Depois de uma Operação Páscoa com 20 mortos nas estradas, o Governo prepara um agravamento das multas e novas regras para quem conduz em excesso de velocidade ou sob o efeito do álcool.

O que vai mudar são as punições aos condutores que cometam infrações associadas a maior risco e que são mais diretamente responsáveis por acidentes graves.

Portanto, vão ser agravadas as multas para situações de excesso de velocidade, condução com excesso de álcool e manobras perigosas, que são os comportamentos mais persistentes e que se repetem nos balanços das operações tanto da Páscoa como de Natal e Ano Novo.

Ainda não, porque esta proposta deverá ser enquadrada numa estratégia mais ampla de segurança rodoviária. Portanto, nesta fase, estamos perante um anúncio de intenções.

Mas a lógica deste agravamento é sobretudo dissuasora: agravar multas para acelerar uma mudança de comportamentos nos automobilistas.

Tudo a ver: o conjunto das operações da PSP e da GNR contabilizam 20 mortes nas estradas - quatro vezes mais do que no ano passado - em mais de 2.600 acidentes de que resultaram 845 feridos, 53 em estado grave.

São estes os números que fizeram soar os alarmes no Ministério da Administração Interna e que levaram o próprio Luís Neves a sublinhar que nenhuma morte na estrada é aceitável e que haveria medidas muito em breve.

Mas o que estes números mostram é que há comportamentos que continuam muito presentes na estrada e que são um risco para quem nela circula. Exemplo disso é o número de condutores que foram detidos por condução sob efeito do álcool (692); além disso foram intercetados quase 3 mil veículos em excesso de velocidade.

Portanto, se mesmo com reforço de fiscalização, o resultado é este, o Governo ganha argumentos para agravar as penalizações.

Deixa de ser anunciada a data e o local dessas operações. Atualmente, são as próprias forças de segurança a anunciar hora e local onde vão estar essas operações STOP, bem como os radares de controlo de velocidade. A ideia do Governo é acabar com isso, porque se a fiscalização é previsível, alguns condutores ajustam o comportamento apenas no ponto de passagem, mas não mudam os hábitos de forma consciente.

Portanto, o objetivo é introduzir o efeito surpresa para reforçar a dissuasão e para aumentar nos automobilistas a perceção de que podem ser fiscalizados em qualquer lado.

  • Fonte: Rádio Renascença
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