Mais de 60% dos castigos disciplinares em 2024/25 foram por comportamento do público
- 10/04/2026 09:50
- Redação
As infrações do público nos estádios representaram 62% dos 1,8 milhões de euros (M€) de sanções disciplinares aplicadas aos clubes da I e II Ligas em 2024/25, indica o anuário divulgado esta quinta-feira pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).
A utilização de artefactos pirotécnicos (560.965 euros), o arremesso de objetos sem e com reflexo no jogo (96.084 e 92.514) e a conduta incorreta (92.438) ilustram as principais transgressões dos adeptos na base das multas enfrentadas pelas 34 sociedades desportivas dos dois escalões - 18 na I Liga e 16 na II Liga, à exceção das equipas B de Benfica e FC Porto.
Ao longo do exercício passado, em que Reinaldo Teixeira sucedeu na presidência do organismo a Pedro Proença, atual líder da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), as despesas de segurança nos dias de jogo da I e II Ligas foram de 14,9 M€ e 2,5 M€, com gastos de policiamento de 5,1 M€ e 1,4 M€ e de vigilância a rondar 9,8 M€ e 1,1 M€, respetivamente.
O anuário da LPFP detalha ainda que a divisão maior teve todos os jogos transmitidos, a exemplo do segundo escalão e da Taça da Liga, e foi vista por 34,1 milhões de televisões em Portugal, com o pico de audiências em fevereiro de 2025 (106.756) e o valor mínimo em outubro de 2024 (82.208).
Quanto ao balanço das transações com passes de jogadores nas janelas de verão e inverno, as sociedades desportivas da I Liga juntaram 599 M€ em receitas, subindo 45,7% face aos 411 M€ de 2023/24, e 277 M€ em gastos, ao caírem 2,5% sobre os 286 M€ do período homólogo anterior.
Alargando essa análise até 2012/13, quando os conjuntos B passaram a poder competir na II Liga, 802 dos 1.179 jogadores provenientes desse contexto subiram às respetivas equipas principais ou foram transferidos para outros clubes portugueses e 377 rumaram ao estrangeiro, onde o Brasil se destacou como principal mercado de destino.