Presidente da CIP acusa UGT de faltar à verdade
- 11/04/2026 05:28
- Redação
Mais transparência, mais clareza. É o que pede à UGT o presidente da Confederação Empresarial de Portugal, depois do secretariado nacional da central sindical ter rejeitado por unanimidade um acordo sobre a revisão da Lei Laboral.
Assegura que a CIP não faz “birras” e voltará às negociações, mas não será para voltar ao início do processo. "Uma negociação exige ambição, compromisso e confiança — e confiança normalmente não há", sublinha.
Armindo Monteiro defende ainda que a UGT se sentiu "com a faca e o queijo na mão", após declarações do Presidente da República, e avisa que no Parlamento esta reforma será “negociada como arma política”.
Diz que o mais importante não está a ser discutido: “como podem as empresas pagar melhores salários”. A CIP propõe um pacto para salários e produtividade chegarem à média europeia em "quatro ou cinco anos".
Para apoiar a indústria, sobretudo a que depende mais do consumo de energia, Armindo Monteiro defende apoios diretos às empresas, em vez de linhas de crédito.