Hungria afasta Orbán do poder após dezasseis anos
- 12/04/2026 15:50
- Redação
Orbán já reconheceu este domingo a derrota nas eleições legislativas húngaras. Com 66% dos votos contados, o partido da oposição Tisza encaminhava-se para 137 lugares no parlamento, contra apenas 55 do Fidesz, o partido de Orbán.
Num discurso de concessão perante apoiantes em Budapeste, Orbán admitiu a realidade das urnas.
"Os resultados eleitorais, ainda que incompletos, são compreensíveis e claros. São dolorosos para nós, mas inequívocos", afirmou Orbán.
O primeiro-ministro congratulou a oposição, reconhecendo que "a responsabilidade e a oportunidade de governar não nos foram confiadas", mas garantiu: "Não desistimos. Nunca, nunca, nunca."
A participação ultrapassou os 77% dos eleitores registados, a mais alta em eleições húngaras desde a transição democrática de 1989.
A derrota de Orbán contraria as expectativas de Washington e de Moscovo, ambos empenhados na sua vitória.
O Presidente norte-americano Donald Trump enviou o vice-presidente JD Vance a Budapeste na semana passada para apoiar o primeiro-ministro na reta final da campanha.
A vitória da oposição mereceu reação imediata de Paris. O Presidente francês Emmanuel Macron felicitou Magyar e saudou o resultado como uma afirmação dos valores europeus.
"Juntos, avancemos para uma Europa mais soberana, pela segurança do nosso continente, a nossa competitividade e a nossa democracia", escreveu Macron.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi também uma das primeiras responsáveis europeias a reagir à vitória eleitoral de Péter Magyar na Hungria. “O coração da Europa bate mais forte na Hungria esta noite”, escreveu.
Von der Leyen acrescentou ainda que “a Hungria escolheu a Europa” e que “a Europa escolheu sempre a Hungria”, defendendo que o país “recupera o seu caminho europeu” e que a União Europeia sai reforçada com este resultado.