Confederações patronais acusam UGT de ignorar consensos na revisão laboral

  • 12/04/2026 18:26
  • Redação

As quatro confederações patronais da Comissão Permanente de Concertação Social criticaram a decisão da UGT de rejeitar a proposta de revisão da legislação laboral, manifestando desapontamento com o desfecho das negociações.

“Lamentam a decisão do Secretariado da UGT, do passada dia 9, de recusar o texto que lhe foi apresentado”, referem as confederações patronais no comunicado conjunto.

As organizações sustentam que a rejeição incidiu sobre uma versão desatualizada do documento, não refletindo os avanços alcançados na última reunião entre as partes.

“A rejeição unânime da UGT foi conscientemente feita sobre uma proposta que não era a mais recente”, afirmam, acrescentando que o texto em causa já tinha sido trabalhado em conjunto, embora sujeito a validação final.

As confederações acusam ainda a UGT de ter desconsiderado entendimentos previamente alcançados e de tentar reabrir matérias que consideravam encerradas.

“Ignorou deliberadamente os avanços consensualizados e pretendeu reabrir à discussão pontos que já se encontravam fechados”, lê-se no comunicado.

No documento, os representantes patronais rejeitam o que classificam como atitudes incompatíveis com o processo negocial, apontando falhas no respeito e na boa-fé entre as partes.

“Simplesmente não são corretos e não correspondem a um processo negocial que deve, em todos os momentos, decorrer com integridade, respeito mútuo e boa-fé”, indicam.

As confederações sublinham que o processo envolveu mais de 200 horas de reuniões e que permitiu melhorias substanciais face à proposta inicial do Governo, mas admitem que a confiança foi afetada na fase final.

“O que se deteriorou, infelizmente, no fim deste processo, foi a confiança”, afirmam, considerando este elemento essencial para o avanço das negociações.

As organizações patronais confirmam que irão reunir com o Presidente da República para expor os resultados do processo e remetem novas declarações para depois dessas audiências.

  • Fonte: Rádio Renascença
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