Medina sobre lei laboral: "Não vejo condições para existência de um acordo"
- 13/04/2026 14:50
- Redação
O antigo ministro das Finanças de António Costa não vê condições para a existência de um acordo sobre a nova lei laboral. Fernando Medina defende que o Presidente da República e todos os atores devem ter sensibilidade para que não se prossiga com “rondas de diálogo” como “elemento de pressão sobre a UGT para aceitar” a proposta de nova lei que o antigo governante diz ser “inaceitável”.
A UGT já decidiu internamente, por unanimidade, chumbar a proposta do Governo, mas esta segunda-feira voltou a ser chamada ao Ministério do Trabalho.
No mesmo programa, Miguel Poiares Maduro considera que o novo encontro desta segunda-feira vem confirmar que o Primeiro-Ministro "tem consciência que para prosseguir uma reforma da legislação laboral dificilmente será viável sem um acordo com a UGT".
O antigo ministro do PSD considera que Luís Montenegro está a ser pressionado sobre as reformas estruturais e que por isso "não pode abandonar" o tema da lei laboral.
Miguel Poiares Maduro acredita que o Primeiro-Ministro vai entra nas negociações e assumir "um papel mais relevante em termos de negociações sobre o pacote laboral", no entanto, entende que o momento atual pode ser arriscado.
"Eu acho que o Primeiro-Ministro tem de equilibrar o valor que ele pode trazer ao processo negocial, assumindo uma posição liderante nesse processo negocial com o risco que representa para a sua própria imagem e para o seu capital político. Penso que o Primeiro-Ministro vai ter esse papel, mas vai ter provavelmente na sombra até ao momento em que seja claro que a sua participação pode realmente ser o que faz a diferença e que há probabilidades muito elevadas de um acordo ser conseguido. Só nesse momento é que faz sentido que o Primeiro-Ministro dê a cara, porque senão está a correr um risco político muito grande", defende Miguel Poiares Maduro.
No episódio desta semana, Miguel Poiares Maduro e Fernando Medina analisam ainda o resultado eleitoral da Hungria, o impasse na Guerra do Irão e a nova plataforma de comunicação contratada pelo Governo.