PJ conclui investigação que desmantelou organização criminosa transnacional

PJ conclui investigação que desmantelou organização criminosa transnacional

  • 14/04/2026 08:58
  • Redação

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou eta terça-feira a conclusão de uma investigação de grande dimensão no âmbito da criminalidade económico-financeira, que resultou no desmantelamento de uma organização criminosa transnacional.

Segundo o comunicado, “foi concluído e remetido ao Ministério Público o inquérito [...] que levou ao desmantelamento de uma organização criminosa transnacional”, dedicada à prática de vários ilícitos.

De acordo com a nota, esta organização “dedicava-se à prática reiterada de crimes de associação criminosa, branqueamento, fraude fiscal e falsificação de documentos”, operando através de um esquema altamente estruturado.

O comunicado refere ainda que o grupo utilizava o sistema financeiro nacional para ocultar a origem dos fundos, explicando que “utilizaria o sistema bancário nacional para sustentar o processo de branqueamento [...] através da criação sucessiva de sociedades [...] e contas bancárias tituladas pelas mesmas”. Este esquema assentava no método conhecido como TBML (Trade Based Money Laundering).

No âmbito da operação policial, foram realizadas várias diligências, tendo sido efetuadas “25 buscas domiciliárias e não domiciliárias [...] envolvendo cerca de 110 inspetores da Polícia Judiciária”, com apoio da ASAE.

A operação, realizada em maio de 2025, resultou em detenções e constituição de arguidos. “Foram detidas 4 pessoas e foram ainda constituídos 19 arguidos, singulares e coletivos”, sendo que três dos detidos ficaram em prisão preventiva.

Relativamente aos valores envolvidos, a investigação revelou uma dimensão financeira muito elevada, destacando-se que “foram apurados valores superiores a 41 milhões de euros em depósitos de numerário”, para além de outros montantes movimentados através de diferentes contas bancárias.

As apreensões também foram significativas, incluindo “€ 1.564.715,00 em numerário [...] bem como 4 viaturas de gama elevada, 25 contas bancárias [...] e material informático”.

O esquema criminoso baseava-se num circuito financeiro organizado, sendo descrito que “a atividade assentava na recolha sistemática de numerário [...] na sua introdução no sistema bancário [...] e na subsequente transferência para o estrangeiro [...] com recurso a faturação fictícia”.

Por fim, a Polícia Judiciária destaca a complexidade da estrutura criminosa, referindo que “foi possível identificar uma cadeia de comando, bem como uma divisão rigorosa de funções [...] revelando uma estrutura estável, organizada e com elevada capacidade de adaptação operacional”.

Esta investigação assume particular relevância, dado o seu impacto, sendo considerada pela própria instituição como tendo “particular expressão [...] pela dimensão financeira envolvida e pelo impacto no combate à criminalidade económico-financeira”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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