Com um bilhete pode visitar durante 3 meses a exposição de João Penalva

Com um bilhete pode visitar durante 3 meses a exposição de João Penalva

  • 14/04/2026 09:43
  • Redação

Aos 77 anos, João Penalva diz que não está reformado. “Continuo a trabalhar”, afirma o artista cuja obra é agora apresentada em retrospetiva na Culturgest, em Lisboa, a partir de 18 de abril. A exposição “Personagens e Intérpretes” percorre os últimos 30 anos de trabalho do artista

Com curadoria de Bruno Marchand, a exposição exibe obras de grande formato criadas desde a década de 1990. A exposição ocupa todo o edifício e dada a dimensão da mostra, a Culturgest decidiu que o bilhete de entrada será válido durante todo o período da exposição, até 12 de julho, permitindo ao visitante apreciar as obras as vezes que quiser e com o tempo que quiser.

João Penalva fica muito satisfeito com esta decisão. “Foi uma coisa que se falou logo ao princípio, porque é muito difícil ver esta exposição de uma só vez. Se se quer realmente ver tudo com tempo - as pessoas não têm esse tempo - se puderem voltar várias vezes, é muito mais fácil. Estou muito agradecido à Culturgest por ter facilitado essas múltiplas visitas e por ter percebido que uma visita só é pouco”, diz o artista.

Ao todo, na Culturgest, são mostradas mais de uma dezena de peças de diversas coleções, entre elas a Coleção da Fundação de Serralves, Coleção de Arte Contemporânea do Estado e a Coleção da Fundação Leal Rios.

“Quando parece que não tem história, é porque ela está escondida, mas para mim há sempre uma história. Eu acho que há um lado muito literário naquilo que faço”, diz.

Muitas são as peças que “incorporam a escrita” e por isso, João Penalva considera ser necessário tempo para que o visitante possa disfrutar daquilo a que chama “encenações”.

A exposição da Culturgest é complementada por outra peça intitulada “A Coleção Ormsson” que é reposta no Pavilhão Branco, das Galerias de Lisboa. Além disto, o visitante poderá ainda ver dias 8 e 9 de junho um ciclo de cinema da autoria de João Penalva.

O artista fala destas várias plataformas criativas em que trabalha que vão do cinema, aos livros, passando pelas “encenações”. “Nunca vi separação dos vários suportes. Também faço filmes, livros, fotografias, pinturas e instalações. Tenho a sorte de que essas coisas me sejam fáceis. Não é que não me deem trabalho, mas é um grande prazer ter trabalho e elaborar as peças. Tenho essa facilidade em poder mudar da pintura para filme, por exemplo. É muito agradável, porque são maneiras de pensar diferente. Sinto-me um artista diferente que tem a sorte de ter muito prazer naquilo faz”, remata.

  • Fonte: Rádio Renascença
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