Conselho das Finanças revê em baixa crescimento e antecipa vários anos de défice a partir de 2027

Conselho das Finanças revê em baixa crescimento e antecipa vários anos de défice a partir de 2027

  • 15/04/2026 10:02
  • Redação

Menos crescimento, vários anos em défice e mais inflação, mas menos dívida. É a projeção do gabinete de Nazaré Cabral, que admite o agravamento da economia no curto prazo, devido às despesas com as tempestades e o agravamento do custo energético.

O Conselho das Finanças Públicas (CFP) diz que o saldo orçamental deverá agravar-se este ano, em 0,6 pontos percentuais, mas as contas deverão manter uma situação de equilíbrio. O superavit de 0,7% registado em 2025 deverá passar para 0,1% este ano, justificado, sobretudo, com “o impacto orçamental das medidas de resposta às tempestades e ao conflito militar no Irão, bem como de uma maior utilização de empréstimos do PRR”.

Uma previsão otimista, face a outros organismos que já antecipam a entrada em défice em 2026, incluindo o próprio Ministro das Finanças, Miranda Sarmento.

Para o CFP, só teremos défice em 2027, de 0,4%. O saldo negativo deverá agravar-se nos anos seguintes, até chegar a 1,0% do PIB em 2030.

O crescimento foi revisto em baixa, deverá desacelerar 0,3 pontos percentuais, de 1,9% em 2025 para 1,6% em 2026. Uma consequência das despesas inesperadas que foram aprovadas nos últimos meses.

Para o próximo ano, 2027, o CFP já projeta uma recuperação do crescimento do PIB real para 1,8%, “apoiada pelo esbatimento do choque energético”, seguida de uma convergência gradual para 1,6% em 2030.

O mesmo acontece com a inflação, que deverá agravar-se a curto praz, com um aumento do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) para 2,9% em 2026, convergindo para 2,0% no médio prazo.

  • Fonte: Rádio Renascença
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