Sinistralidade. Cidadãos automobilizados pedem estratégia que "não morra no fim da legislatura"
- 15/04/2026 11:29
- Redação
É essencial que a Estratégia Nacional Contra a Sinistralidade Rodoviária, anunciada esta quarta-feira pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, não se esgote na atual legislatura. O apelo parte de Manuel João Ramos, da Associação de Cidadãos Automobilizados, que pede o envolvimento de todos os partidos na aprovação das medidas previstas no âmbito da nova estratégia.
O responsável lembra que se trata de uma “estratégia do Governo” e “não de uma estratégia nacional“ lembrando, por isso, que, “se não houver envolvimento de todos os partidos na AR na conceção, elaboração e aprovação da estratégia inevitavelmente, vai morrer com o fim da legislatura ou com a saída do ministro”.
“E isto é péssimo, porque, por melhor que as estratégias sejam, são sempre de curta duração”, remata.
Já o presidente da Automóvel Clube de Portugal (ACP) reconhece que é com satisfação que reage ao plano de combate à sinistralidade rodoviária. Desde logo, aponta Carlos Barbosa, o “regresso da Brigada de Trânsito da GNR”.
“Há uma [medida] que considero extraordinária, que é o regresso da Brigada de Trânsito da GNR, que António Costa tinha acabado de destruir, mais o seu secretário de estado Ascenso Simões, quando estiveram no poder”, destaca. “É fundamental haver um corpo unido e não estar a GNR espalhada pelos territórios”, explica.
Depois, acrescenta, “é fundamental que se mude rapidamente a lei para se agravar as penas que só podem ir até dois anos. É muito importante que sejam agravadas duramente, sobretudo, no álcool”, aponta.
Quase vinte anos depois, o ministro da Administração Interna anunciou, esta quarta-feira, o regresso da Brigada de Trânsito, bem como um novo Código da Estrada e multas mais pesadas, sobretudo, para reincidentes. As medidas fazem parte da nova Estratégia Contra a Sinistralidade Rodoviária, a aplicar assim que possível.