FESAP: "Se não houver avanços, a UGT manter-se-á unida na contestação" à reforma laboral
- 16/04/2026 02:00
- Redação
O secretário-geral da FESAP — Federação de Sindicatos da Administração Pública - afirma que "se não houver avanços (sobre a lei laboral), a UGT manter-se-á unida na contestação à proposta" depois de já ter votado por unanimidade o chumbo da reforma laboral.
Caso o Governo se mostre intransigente, o dirigente da FESAP — um dos filiados da UGT — não tem dúvidas de que a central sindical continuará "unida" por considerar que é "incompreensível e inaceitável se o Governo recuar na proposta".
José Abraão acredita que a convocatória do Governo pode significar alguma abertura do lado do executivo. "Quero acreditar que o Governo e o senhor primeiro-ministro possam dar sinais de que a reunião de amanhã até nem seja a última e que isso contribua para aproximar posições", diz.
O secretário-geral da FESAP entende ainda, que mesmo sem acordo, a proposta a ser enviada para o parlamento deve incluir as alterações já negociadas em encontros anteriores.
Para o encontro desta quinta-feira, o Governo convocou todos os parceiros sociais. A ministra do Trabalho considerou "adequado" o momento escolhido e alertou que as negociações sobre a lei laboral "não se vão eternizar".