TVI rejeita banalização de violação e diz que questão de Cristina Ferreira foi descontextualizada

TVI rejeita banalização de violação e diz que questão de Cristina Ferreira foi descontextualizada

  • 16/04/2026 05:15
  • Redação

A TVI sublinhou que tanto a estação como a apresentadora não concordam, "em nenhuma circunstância", com a desvalorização de crimes de natureza sexual.

Segundo a mesma informação, a pergunta teve como objetivo suscitar o debate e permitir a expressão de repúdio relativamente a atos praticados por violadores.

"A pergunta aconteceu, o comentário não e muito menos a expressão da banalização do crime", referiu estação.

A TVI criticou ainda a propagação de acusações nas redes sociais, que considera serem feitas de forma "gratuita e leviana", indicando que irá recorrer aos tribunais para repor a justiça.

Na quarta-feira, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) apresentou uma queixa à Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) contra estes conteúdos.

Para o movimento foram "proferidas afirmações que introduzem ambiguidades inaceitáveis sobre o conceito de consentimento, designadamente ao sugerir que, em contexto de 'adrenalina', uma recusa expressa poderia não ser entendida como um limite inequívoco".

Para o MDM, estas declarações relativizam a centralidade jurídica e ética do consentimento, introduzem ambiguidade em torno de uma recusa verbal expressa e favorecem discursos de culpabilização da vítima e de desresponsabilização do agressor.

O MDM afirmou que este tipo de construção contribui para a banalização da violência sexual, para a revitimização e para a erosão da consciência pública sobre o significado jurídico e humano do consentimento".

"Não pode a TVI ficar indiferente à controvérsia gerada a propósito do caso de violação que foi debatido no programa “Dois às 10”, de ontem.

Uma pergunta formulada por Cristina Ferreira aos comentadores da Crónica Criminal, acerca do assunto, desencadeou um coro de críticas, com particular repercussão nas redes sociais.

Lamenta-se a forma, o tom, a descontextualização e a manipulação grosseira com que as palavras da apresentadora estão a ser interpretadas e disseminadas.

Em nenhuma circunstância, a TVI, e naturalmente Cristina Ferreira, concordaria com a banalização de um qualquer crime e muito menos, o incentivaria ou desvalorizaria. Violações ou sexo sem consentimento só podem ser objeto de repulsa e de condenação.

Uma coisa é uma pergunta formulada no exercício das suas funções de apresentadora, com o intuito de proporcionar oportunidade para a expressão do repúdio que atos perpetrados por violadores, outra é manifestar uma opinião crítica. A pergunta aconteceu, o comentário não e muito menos a expressão de banalização do crime.

Outra coisa também é a impunidade com que a ofensa gratuita e leviana se espalha , sem controlo, sobretudo nas redes sociais. Os tribunais a quem se recorrerá tratarão de repor a justiça."

  • Fonte: Rádio Renascença
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