Espanha defende emissão conjunta de dívida europeia

Espanha defende emissão conjunta de dívida europeia

  • 16/04/2026 14:35
  • Redação

O ministro das Finanças de Espanha defendeu esta quinta-feira uma maior emissão conjunta de dívida por parte da União Europeia, argumentando que a medida permitirá reduzir os custos de financiamento e apoiar o investimento necessário no bloco.

Carlos Cuerpo falava em Washington, à margem das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, onde sustentou que a União Europeia reúne já as condições necessárias para avançar com este instrumento financeiro comum.

Segundo o governante, a Comissão Europeia poderia emitir dívida em nome dos Estados-membros, cobrindo uma parte das necessidades anuais de refinanciamento e dos défices autorizados pelas regras orçamentais europeias.

A concretizar-se este modelo, a União Europeia poderia atingir, num prazo de cinco anos, um mercado de dívida denominado em euros no valor de cinco biliões, gerando uma poupança anual estimada em 25 mil milhões de euros.

“A Comissão Europeia poderia emitir em nome dos Estados-membros uma parte específica, um determinado montante”, afirmou Carlos Cuerpo.

A poupança resultaria do facto de a dívida emitida pela Comissão apresentar custos mais baixos, beneficiando de uma notação máxima de risco, considerada mais favorável do que a de vários países.

A proposta espanhola prevê ainda um mecanismo de compensação para os Estados com classificação máxima, como Alemanha, Dinamarca, Luxemburgo, Países Baixos e Suécia, que atualmente conseguem financiar-se em condições semelhantes ou mais vantajosas.

  • Fonte: Rádio Renascença
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