“Ninguém vai jogar para o empate no dérbi, isso só serviria ao FC Porto”, garante Jorge Cadete (que esteve em 12)
- 17/04/2026 08:15
- Redação
Este domingo, o Estádio de Alvalade será palco do último dérbi da temporada. Sporting e Benfica entram em campo às 18h00 (horário de Portugal continental), num jogo onde as bancadas estão esgotadas.
Separados por 2 pontos na tabela classificativa (recordando que a equipa da casa ainda tem de jogar frente ao Tondela), Jorge Cadeta confia que, numa partida que dá sempre uma “energia extra”, “ninguém irá jogar para o empate”. “Isso não serve a nenhum dos dois. A única equipa que ficaria satisfeita com um empate em Alvalade é o FC Porto, que continuaria a isolar-se na liderança”, relembra.
Para o antigo avançado leonino, a turma de Rui Borges chega ao encontro num “melhor momento em termos de solidez e resultados”. “Vêm de um jogo motivante contra o Arsenal, apesar de não terem passado a eliminatória. Vão jogar com menos horas de descanso, mas isso acontece muitas vezes na alta competição. Os jogadores estão preparados para aguentar”, realça. Sobre possíveis heróis, prefere pensar que “será o coletivo a decidir o resultado final deste dérbi".
No total, Cadete disputou 12 dérbis (10 pelo Sporting e 2 pelo Benfica), sendo voz autorizada para explicar como é vivido um dos maiores e mais mediáticos eventos do campeonato.
“Envolve um estado emocional muito forte, porque todos os jogadores querem jogar. Seguramente as horas que antecedem são horas de mais nervosismo. Mas isso, depois quando o árbitro apita para começar o jogo, é como se fosse um jogo normal. Não está no pensamento de um jogador, tanto de uma equipa como de outra, se estão a jogar o dérbi, se estão a ser vistos por muita gente. Não, é a competição, é querer jogar, fazer o melhor e conseguir vencer”, explica.
Puxando da máquina do tempo, recorda carinhosamente o triunfo às aguias por 2-0 com “golaço de fora da área” de Balakov aos 15 segundos, na época 1992/93, tendo sido Cadete o responsável por recuperar a bola “logo após o pontapé de saída do Benfica”.
Numa nota mais negativa, acabou muito marcado pelo célebre 3-6 em 1993/94. Mesmo com um golo marcado pelo próprio, a equipa de Carlos Queirós não foi capaz de fazer face aos encarnados. "Foi um jogo que marcou a possibilidade de o Sporting ser campeão e, com esse resultado, deitou-se tudo a perder", lamenta.