Greve no Porto. Escolas fechadas, saúde e finanças com poucos os constrangimentos
- 17/04/2026 07:50
- Redação
Logo pelas 7h30 desta sexta-feira assistia-se à azáfama habitual dos pais para deixar os filhos na Escola Básica D.Pedro, em Vila Nova de Gaia. Não chegaram sequer a parar, porque lá estava o diretor da instituição, Filinto Lima, a acenar a quem olhava com expectativa para o portão da escola, para confirmar que o melhor seria mesmo seguir caminho, ao mesmo tempo que antecipava uma "greve forte" no dia de hoje.
"Muitos deles ganham pouco mais do que o salário mínimo. É preciso olhar também para as suas condições de trabalho, para os seus vencimentos e, de facto, dar dignidade à função que eles exercem, porque as escolas fecham muitas vezes por falta dos assistentes operacionais que estão em greve e não tanto devido aos professores", dizia Filinto Lima.
Na saúde e nas repartições de Finanças, cenário diferente. Em Vila Nova de Gaia, a repartição da Autoridade Tributária na Avenida da República abriu às 9h00 da manhã, como estava previsto, deixando mais descansadas as dezenas de pessoas que esperavam com expectativa, depois de terem sido surpreendidas com a possibilidade de greve, da qual muitas não sabiam.
Ainda assim, mal se dirigiam à maquina das senhas perceberam que dois dos sete serviços que estão normalmente disponíveis não estavam em funcionamento.