Estreito de Ormuz está definitivamente aberto? Preço dos combustíveis vai descer?
- 17/04/2026 13:50
- Redação
Os mercados reagiram de imediato e o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, já agradeceu a Teerão.
Para já estará aberto enquanto durar o cessar-fogo alcançado nas negociações de quinta-feira à noite entre Israel e o Líbano – uma condição imposta pelo Irão para reabrir o Estreito de Ormuz.
Está previsto que a trégua dure 10 dias – a contar desde a noite de quinta-feira.
Já esta sexta-feira o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros anunciou na rede social X (antigo Twitter) que, durante esse período, os navios comerciais têm livre transito, desde que sigam numa rota "coordenada" com a Organização Portuária e Marítima iraniana.
Os navios têm de seguir uma rota específica e este é um dos motivos que levam as grandes companhias de navegação a esperar para a ver.
Apesar da reabertura, os navios só deverão receber ordem para avançar por parte dos armadores quando tiverem garantias totais de segurança.
Por enquanto, ainda não foi levantado esse bloqueio. Trump agradeceu a decisão de Teerão de reabrir o Estreito de Ormuz, mas decidiu manter o seu bloqueio naval aos navios com destino e origem no Irão, até que as negociações entre EUA e Teerão estejam 100% concluídas.
Como reação imediata, tem se registado uma grande descida do preço do petróleo devido à reabertura do estreito.
O preço do barril de Brent, que é referência para a Europa, caiu mais de 10% e pode ainda descer para a casa dos 88 dólares, para entrega em junho.
Ainda não totalmente, mas ainda assim Associação de Revendedores de Combustíveis prevê uma descida do gasóleo e da gasolina a partir da próxima segunda-feira.
A perspetiva é de um corte de 13 cêntimos no gasóleo e três cêntimos na gasolina.
Teremos de aguardar pelo resultado das conversas que vão ser retomadas este fim de semana, novamente com a mediação do Paquistão.
Donald Trump tem manifestado um tom otimista, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão rejeitou um acordo para um novo cessar-fogo temporário com Washington, argumentando que a posição de Teerão é de que terá de haver um fim definitivo da guerra em toda a região.
Pode-se considerar uma boa notícia já que na quinta-feira o diretor executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, advertiu para os riscos de um encerramento prolongado do estreito de Ormuz.
Segundo o diretor, já há sinais de perturbação no abastecimento de combustíveis e poderia haver mesmo a possibilidade de serem afetados voos e a própria industrial nalguns países.
Recorde-se que 20% a 30% do petróleo consumido mundialmente passa pelo Estreito de Ormuz.