Papa no Santuário de Mama Muxima: “É o amor que deve triunfar, não a guerra”
- 19/04/2026 13:47
- Redação
Leão XIV rezou o terço esta tarde, no Santuário mariano de Mama Muxima (Mãe do coração, em dialeto Kimbundo). Foi aqui que os portugueses, no séc. XVII, construíram uma pequena igreja, num promontório junto ao rio Kwanza, o maior rio angolano. Desde então, a devoção mariana cresceu à volta deste local, onde ainda se venera uma Imagem muito antiga de Nossa Senhora da Conceição. Leão XIV visitou a igreja e deixou um ramo de flores junto da Imagem.
Durante o terço, rezou-se pela paz, pelas crianças angolanas em dificuldade, pelas famílias, pelos consagrados religiosos e pelo Papa Leão.
No final da oração mariana, o Papa considerou a Igreja de Angola “viva e jovem” e pediu aos mais de 30 mil fiéis ali presentes que se empenhem, “sem limites”, para que “a ninguém falte o amor e, com ele, o necessário para viver com dignidade e ser feliz”.
Sobretudo, “para que quem tem fome tenha com que se alimentar, para que todos os doentes possam receber os cuidados necessários, para que às crianças seja garantida uma adequada instrução e para que os idosos vivam serenamente os anos da sua maturidade”.
Leão XIV também se dirigiu, especialmente, aos jovens, dizendo que a Mãe do Céu lhes confia um grande projeto: “o de construir um mundo melhor, acolhedor, onde não haja mais guerras, nem injustiças, nem miséria, nem desonestidade, e onde os princípios do Evangelho inspirem e moldem cada vez mais os corações, as estruturas e os programas, para o bem de todos. É o amor que deve triunfar, não a guerra! É isso que nos ensina o coração de Maria, o coração da Mãe de todos. Partamos, pois, deste Santuário como ‘anjos-mensageiros’ de vida, para levar a todos a carícia de Maria e a bênção de Deus.”, frisou, no final do terço.
O Papa percorreu de helicóptero os 110 km que separam Luanda de Muxima e, antes da oração mariana, quis saudar os milhares de fiéis, de pé, numa pequena viatura elétrica, que circulou pelas várias alas do recinto.