Pavilhão Carlos Lopes fica sem painel de azulejos, mas só durante o restauro
- 20/04/2026 07:12
- Redação
A fachada do Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, tem quatro painéis de azulejos, a azul e branco, com cenas da história de Portugal. Um é relativo a Sagres, outro à Ala dos Namorados, na Batalha de Aljubarrota, outro mostra a constelação do Cruzeiro do Sul, a que permite identificar o ponto cardeal sul, já que no polo sul celeste não existe nenhuma estrela suficientemente brilhante para que seja facilmente identificável. E outro é alusivo à Batalha de Ourique.
Muitos dos que passaram nos últimos dias pelo local deram de caras com uma parede em cimento, da qual foram retirados a maioria dos azulejos, como comprovam os restos de azulejos partidos no chão, junto com pó proveniente da retirada dos mesmos.
O motivo pelo qual o painel – ou a maioria, já que alguns não foram retirados, mas mesmo assim, foram catalogados – foi retirado foi por se encontrar danificado e com falta de alguns azulejos, pelo que a decisão foi retirar para requalificar. Um restauro a cargo do Turismo de Lisboa.
Estes painéis de azulejos são obras icónicas de Jorge Colaço, datadas de 1922 e produzidas pela fábrica de Sacavém.
Após décadas de degradação, os azulejos foram recuperados e recolocados no seu suporte original em 2017. É considerado um conjunto de azulejos único do início do século XX. Foram instalados num edifício originalmente construído para a Exposição Internacional do Rio de Janeiro em 1922, que foi depois “reconstruído” em Lisboa. Foi renomeado em 1984 em homenagem ao campeão olímpico Carlos Lopes.