GNR reforça segurança nos Caminhos de Santiago com operação até outubro
- 21/04/2026 04:31
- Redação
A Guarda Nacional Republicana (GNR) está a realizar a Operação “Bom Caminho 2026”, uma iniciativa que decorre até 31 de outubro e que visa reforçar a segurança e proteção dos peregrinos ao longo dos principais itinerários dos Caminhos de Santiago em território nacional.
Em comunicado, a GNR explica que “esta operação pretende promover um patrulhamento de proximidade, mais visível e eficaz, garantindo a proteção e segurança dos peregrinos”, abrangendo o Caminho Português, o Caminho Português da Costa e o Caminho Português Interior, nos distritos do Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.
Os Caminhos de Santiago, classificados pela UNESCO como Património da Humanidade e reconhecidos como o primeiro Itinerário Cultural Europeu, assumem hoje uma importância crescente. “Para além da dimensão espiritual, são um eixo estruturante do turismo e da valorização do património histórico-cultural”, destaca a força de segurança.
Face ao aumento da procura, a Guarda vai reforçar o patrulhamento em zonas mais vulneráveis, incluindo locais isolados, infraestruturas de acolhimento e pontos de maior concentração de peregrinos. “O objetivo é prevenir a criminalidade e reforçar o sentimento de segurança”, acrescenta a GNR.
A operação inclui ainda ações de sensibilização, com recomendações como o planeamento antecipado da viagem, a proteção dos pertences pessoais e a utilização de percursos sinalizados e iluminados. “A segurança começa na prevenção”, sublinha a Guarda, apelando ainda ao uso de roupa visível, à preferência por caminhar durante o dia e acompanhado, e à manutenção de contacto com familiares.
A GNR destaca também a importância de respeitar o meio ambiente e o património cultural ao longo dos percursos. Em caso de emergência, os peregrinos devem contactar o 112, o número europeu de emergência.
Durante os períodos de maior afluência, estão previstas patrulhas conjuntas com a Guardia Civil, reforçando a cooperação transfronteiriça. “Esta articulação é essencial para garantir uma resposta eficaz e coordenada”, conclui a GNR.