“Grave afronta à fé cristã”: Patriarca de Jerusalém condena profanação de crucifixo no Líbano
- 21/04/2026 09:24
- Redação
Num comunicado da Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa, presidida pelo patriarca, os líderes católicos manifestam “profunda indignação e condenação” pelo incidente, protagonizado por um soldado das Forças de Defesa de Israel e amplamente divulgado nas redes sociais.
A assembleia exige consequências concretas, sublinhando a necessidade de “uma ação disciplinar imediata e decisiva”, bem como “um processo credível de responsabilização” e garantias de que situações semelhantes “não serão nem toleradas nem repetidas”.
Apesar da gravidade do episódio, o cardeal recentra a mensagem no significado espiritual da cruz, citando São Paulo Apóstolo: “Longe de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gal 6,14).
O comunicado sublinha que “a Cruz continua a ser uma fonte de dignidade, esperança e redenção”, mesmo em contexto de guerra, sendo também “um convite a superar a violência através do amor sacrificial”.
É ainda reafirmado que “a verdadeira paz não pode nascer da violência”, devendo permanecer — segundo palavras do Papa Leão XIV — “desarmada”, numa paz que “convida a guardar a espada na bainha”.
No final, o patriarca deixa um novo apelo à paz, defendendo “um caminho em que a paz se manifeste através da moderação, do diálogo e do respeito por toda a vida humana”, num Médio Oriente descrito como “flagelado e destruído por um conflito desumano”.
O caso ocorrido em Debl reacende o debate internacional sobre a proteção dos símbolos religiosos e reforça a urgência de garantir o respeito pela liberdade de culto, mesmo em cenários de guerra.
Também a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre manifestou “profundo pesar” e condenou firmemente o ato, lembrando que “nenhuma circunstância pode justificar atos que ferem a dignidade religiosa”.
A fundação sublinha a importância de responsabilização, afirmando que “a implementação transparente e credível” das medidas será essencial para “reafirmar o respeito pelo que é sagrado para milhões de cristãos”.
Em comunicado, a fundação enfatiza que “o respeito pelos símbolos religiosos e pelos locais de culto é um princípio fundamental, mesmo — e especialmente — em tempos de conflito”, acrescentando que “nenhuma circunstância pode justificar atos que ferem a dignidade religiosa das comunidades”.
A instituição pontifícia destaca ainda a importância das medidas anunciadas, referindo que “a responsabilização e o restauro são essenciais” e que a sua aplicação “transparente e credível será importante para reafirmar o respeito pelo que é sagrado para milhões de cristãos em todo o mundo”.
Fiel à sua missão, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre garante que continuará ao lado das comunidades perseguidas, oferecendo apoio espiritual e material, e deixa um apelo claro: “rezar pelas comunidades cristãs no Líbano e em toda a região”, bem como promover “a proteção da liberdade religiosa e o respeito pelo que é sagrado em todas as tradições”.