"Quanto mais rápido forem os julgamento mais certezas há de que o sistema funciona"

"Quanto mais rápido forem os julgamento mais certezas há de que o sistema funciona"

  • 21/04/2026 11:15
  • Redação

Apostar na prevenção foi linha transversal nas diversas intervenções do seminário internacional “Desafios contemporâneos do controlo de combate da corrupção”, em Coimbra. E é essa mesma aposta que o presidente do Mecanismo Nacional Anticorrupção sublinha como imperativa, apelando a mudanças sobretudo na “cultura organizacional das instituições” que permitam “rapidamente resolver os problemas”.

Quatro painéis. Dois de manhã e dois de tarde. Foram lançados com as perguntas: “Combate à corrupção – de onde vimos e para onde vamos?; “Um problema mundial. Como resolver?”; “Investigação jornalística – a importância no combate à corrupção”; “A importância da transparência e da integridade no fortalecimento das instituições”.

O procurador-geral da República, Amadeu Guerra, esteve presente, mas recusou prestar declarações aos jornalistas, num evento que contou com testemunhos vindos de Portugal, Itália, Brasil ou São Tomé e Príncipe. Entre os oradores estiveram juízes, magistrados do Ministério Público, professores de Direito, advogados, jornalistas e representantes de entidades e organismos que lutam contra a corrupção.

Nas respetivas intervenções: Nuno Domingos, presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária (ASFIC/PJ), defendeu que “mudar a lei não chega” e que são necessárias “outro tipo de práticas" que beneficiem a transparência, como “registos públicos acessíveis e claros com todos os procedimentos”; Nuno Matos, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), reforçou que se trata “claramente de um tema de cidadania” e que “a falta de transparência tem custos elevados para a economia”; e Paulo Lona, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), voltou a afirmar o obstáculo que representa “o défice de magistrados” que denuncia e que causará um “Ministério Público exausto” e inapto, dessa forma, no “combate à corrupção”.

Tudo aconteceu na Universidade de Coimbra. “Um dos principais desafios da Democracia é o combate à corrupção”, saliente o reitor da mesma, Amílcar Falcão. Nesse tópico todos os oradores pareceram concordar.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: