Telegram visado em investigação britânica sobre conteúdos pornográficos

Telegram visado em investigação britânica sobre conteúdos pornográficos

  • 21/04/2026 20:00
  • Redação

Esta investigação, aberta no âmbito da lei britânica sobre segurança online (Online Safety Act), deve "determinar se o Telegram falhou, ou falha, nas suas obrigações em matéria de conteúdos ilegais", sublinha a entidade reguladora num comunicado.

Teoricamente, pode resultar numa multa de até 10% do volume de negócios mundial da empresa.

A Ofcom explicou ter "recebido elementos do Centro Canadiano de Proteção da Criança sobre a presença alegada e partilha de conteúdos pedopornográficos no Telegram" e que procedeu à sua "própria avaliação" antes de abrir a investigação.

O regulador lembrou que, de acordo com a lei britânica, os fornecedores de serviços "de utilizador para utilizador" são "obrigados a avaliar e mitigar o risco" que a partilha ou a posse de tais conteúdos "seja feita nas suas plataformas".

"Desde 2018, o Telegram praticamente eliminou a disseminação pública de conteúdos pedopornográficos na sua plataforma, graças a algoritmos de deteção avançados e à sua cooperação com ONG", respondeu a empresa num comunicado, onde "nega categoricamente as acusações da Ofcom".

"Estamos surpreendidos com esta investigação e preocupados com o facto de ela poder fazer parte de uma ofensiva mais ampla contra as plataformas online que defendem a liberdade de expressão e o direito ao respeito pela vida privada", acrescentou.

O fundador do Telegram, Pavel Durov, deu na segunda-feira o seu apoio a Elon Musk, convocado para uma audiência livre em Paris, pela justiça francesa, no âmbito de uma investigação sobre possíveis abusos da sua rede social X (antigo Twitter).

"A França de Macron perde legitimidade ao instrumentalizar investigações criminais para reprimir a liberdade de expressão e a vida privada", escreveu Durov na rede social X e no Telegram.

Nascido na Rússia e naturalizado francês em 2021, Durov foi indiciado por várias infrações pela justiça francesa, reprova o facto de não agir contra a divulgação de conteúdos criminosos na sua aplicação de mensagens.

  • Fonte: Rádio Renascença
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