Um dia de teletrabalho por semana. Medida vai avançar?
- 22/04/2026 03:30
- Redação
A Comissão Europeia apresenta esta terça-feira um pacote de medidas para fazer face ao aumento ao custo da energia.
Para já, é um conjunto de recomendações e não um pacote de medidas obrigatórias com que Bruxelas quer apoiar os governos a reduzir o consumo de energia e, com isso, o impacto do aumento dos preços.
A lógica é simples: com a nova subida de custos ligada à crise no Médio Oriente, o executivo de Bruxelas defende que a forma mais rápida de aliviar a pressão é cortar, por exemplo, em deslocações e no funcionamento de edifícios.
Mas, uma vez mais, são recomendações. A decisão final fica nas mãos dos governos nacionais.
São várias. Alguns exemplos: Bruxelas sugere que empresas e organismos públicos promovam pelo menos um dia de teletrabalho por semana, sempre que possível. Com isto, seria possível reduzir as deslocações diárias e, por essa via, diminuir a dependência do automóvel e o gasto energético associado.
Outra recomendação é o encerramento de edifícios públicos, sempre que possível, para reduzir custos como o aquecimento, ar condicionado e iluminação.
Incentivo ao uso de transportes públicos - através da criação de bilhetes sazonais - e outras alternativas como bicicletas partilhadas, zonas sem viaturas e partilha de automóveis.
Bruxelas defende, ainda, o reforço de apoios à compra de veículos elétricos e a isenção de portagens para veículos pesados elétricos.
No caso das viagens de avião, a Comissão Europeia recomenda que sejam evitadas, sempre que possível.
Em linguagem de transportes, é um bilhete que dá viagens ilimitadas numa determinada rota durante um período de tempo, que pode ser de 30, 90 dias ou mais tempo.
Pode ser de âmbito metropolitano ou nacional e destinar-se a um só meio de transporte - por exemplo, só metro, só comboio ou só autocarro -, ou a uma combinação de vários transportes - autocarro + metro.
Por um lado, esta recomendação visa aliviar o orçamento das famílias; por outro lado, reduz o consumo de energia, ao diminuir deslocações em viatura própria.
Sim, para famílias vulneráveis, de forma a mitigar a subida da fatura de energia.
Há também recomendações para preços regulados temporariamente, reduções de impostos sobre a eletricidade dirigidas a consumidores vulneráveis e até uma proibição temporária de cortes de energia.