Estreito de Ormuz: três navios atacados, dois deles apreendidos pelo Irão

Estreito de Ormuz: três navios atacados, dois deles apreendidos pelo Irão

  • 22/04/2026 09:18
  • Redação

Em Islamabad, as negociações que deveriam juntar Irão e Estados Unidos continuam sem acontecer.

Segundo o Presidente norte-americano, o cessar-fogo com o Irão — que estava prestes a expirar — mantém-se até que uma nova proposta iraniana seja apresentada e as negociações concluídas. O pedido para prolongar as tréguas foi feito pelo Paquistão (que está a mediar as conversações de paz), segundo Trump.

O navio terá sofrido "danos no casco e nas acomodações", mas, para já, não há mais informações.

Antes disso, Teerão já tinha apreendido duas embarcações no Estreito de Ormuz.

A Guarda Revolucionária do Irão apreendeu duas embarcações por infrações marítimas, escoltando-as até águas iranianas, segundo a agência semioficial iraniana Tasnim. A confirmar-se, esta é a primeira vez que Teerão apreende navios desde o início do conflito, a 28 de fevereiro.

O Paquistão continua a tentar aproximar os dois lados, embora tantos Estados Unidos como Irão tenham falhado a presença em negociações de última hora na terça-feira, antes do final do cessar-fogo de duas semanas.

Um hotel de luxo em Islamabad foi preparado para acolher as conversações, mas o Irão nunca confirmou publicamente a participação e a delegação norte-americana, liderada pelo vice-presidente JD Vance, não chegou a sair de Washington.

O hotel permanecia encerrado na quarta-feira, embora o perímetro de segurança tenha sido parcialmente levantado, avançava a Reuters.

“Tínhamos preparado tudo. Estávamos prontos para as negociações”, afirmou um responsável paquistanês citado pela Reuters. “Sinceramente, foi um revés inesperado, porque os iranianos nunca recusaram — estavam dispostos a vir e continuam a estar.”

Do lado do Irão, um conselheiro de Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do parlamento iraniano, indicou que o anúncio de Trump poderá ser uma manobra estratégica. Já a agência Tasnim escreveu que Teerão não pediu qualquer extensão do cessar-fogo e reiterou ameaças de romper o bloqueio norte-americano pela força.

  • Fonte: Rádio Renascença
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