Dois soldados afastados do combate e condenados a 30 dias de prisão após destruição de estátua de Jesus
- 22/04/2026 11:08
- Redação
Em comunicado, publicado na rede social X, lê-se que um dos soldados danificou um símbolo religioso cristão, enquanto outro registava o ato em fotografia. No local encontravam-se ainda mais seis militares que, segundo a investigação, não intervieram para impedir o sucedido nem reportaram o incidente às autoridades competentes.
O relatório das IDF conclui que a conduta dos soldados envolvidos “se desviou completamente das ordens e dos valores” das forças armadas israelitas, classificando o episódio como uma falha grave.
Além das sanções já aplicadas aos dois principais envolvidos, os restantes militares foram convocados para sessões de esclarecimento, após as quais poderão ser determinadas medidas disciplinares adicionais ao nível do comando.
As IDF expressam “profundo pesar” pelo ocorrido, sublinhando que as suas operações no Líbano têm como alvo exclusivo o Hezbollah e outros grupos armados, e não a população civil libanesa.
As autoridades militares indicaram ainda que estão a colaborar com a comunidade local para substituir o símbolo religioso danificado. Paralelamente, foram reforçadas as instruções às tropas relativamente ao respeito por locais e símbolos religiosos antes da sua entrada em zonas sensíveis, medida que será novamente enfatizada após este incidente.
As conclusões do inquérito foram apresentadas ao chefe do Estado-Maior e ao comandante do Comando do Norte.
O chefe do Estado-Maior condenou o episódio, considerando-o uma “conduta inaceitável” e uma “falha moral” que contraria os princípios e padrões exigidos aos militares, lê-se na publicação.
Num comunicado da Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa, presidida pelo patriarca, os líderes católicos manifestam “profunda indignação e condenação” pelo incidente, protagonizado por um soldado das Forças de Defesa de Israel e amplamente divulgado nas redes sociais.
Também a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre manifestou “profundo pesar” e condenou firmemente o ato, lembrando que “nenhuma circunstância pode justificar atos que ferem a dignidade religiosa”.
A fundação sublinha a importância de responsabilização, afirmando que “a implementação transparente e credível” das medidas será essencial para “reafirmar o respeito pelo que é sagrado para milhões de cristãos”.