PS acusa Governo de manter "simulacro" de negociação, com apoio do PR

PS acusa Governo de manter "simulacro" de negociação, com apoio do PR

  • 23/04/2026 11:21
  • Redação

Depois de nove meses de negociações, o Partido Socialista entende que já é tempo de acabar com o “simulacro” que o Governo montou ou, então, aceitar as alterações propostas pela UGT ao pacote laboral.

“Ou está disponível para alterar significativamente a proposta, que tem sido sistematicamente rejeitada e criticada desde o início, ou então tem de assumir que não quer continuar o processo negocial”, exige o deputado socialista.

Miguel Cabrita acrescenta que o Governo não pode manter esta situação por muito mais tempo, posição que conta, aliás, com o apoio de António José Seguro.

“Não pode é continuar a ter este simulacro de negociação, que se mantém preso pelo apoio do Presidente da República à continuação das negociações. Não é possível continuar a simular uma negociação que, francamente, em alguns momentos, parece começar a ser uma negociação de má-fé por parte do Governo”, conclui o deputado socialista.

O Partido Socialista acusa ainda o Governo de “convocar reuniões sobre reuniões”, mas a proposta não evolui nas “suas traves fundamentais” e, portanto, o Governo tem de fazer uma opção clara.

Miguel Cabrita garante que, ao longo deste processo, a UGT nunca se negou a negociar, ao contrário do Governo, que tudo fez para que a proposta inicial sofresse apenas pequenas alterações, que não mexem nos alicerces da proposta.

“Quem verdadeiramente se colocou fora da negociação desde o início foi o Governo, porque nunca foi capaz de evoluir suficientemente para alterar traves-mestras que foram sempre rejeitadas de maneira coerente e consistente ao longo do tempo”, referiu o deputado socialista.

“Se a proposta vier para o Parlamento, como todos esperamos, o PS sempre disse que está disponível para apresentar também propostas do seu lado, mas propostas que beneficiem os trabalhadores e que representem avanços para a sociedade portuguesa e para a nossa economia, num momento em que temos o emprego em níveis máximos”, disse o deputado socialista.

  • Fonte: Rádio Renascença
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