Costa Matos: "Duarte Cordeiro tem qualidades para ser o que quiser no PS"

  • 24/04/2026 02:00
  • Redação

O deputado do PS e antigo líder da Juventude Socialista (JS), Miguel Costa Matos, defende que Duarte Cordeiro "tem todas as qualidades para ser o que quiser no PS".

"Duarte Cordeiro tem todas as qualidades para ser aquilo que quiser dentro do Partido Socialista", afirma o deputado do PS.

Miguel Costa Matos reconhece que tem uma ligação estreita ao antigo vice-presidente da Câmara de Lisboa e por isso manifesta apoio a qualquer momento: "É conhecido que sou amigo há muitos anos de Duarte Cordeiro, trabalho com ele há muitos anos, da minha parte contará com todo o apoio para poder ter no PS o melhor contributo poder ter".

Costa Matos, que foi subscritor de uma moção setorial crítica da direção de José Luís Carneiro refere-se a Duarte Cordeiro como um "extraordinário lministro do ambiente", recorda a sua passagem pelo Parlamento como secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares e a maioria absoluta conquistada em 2022, quando era diretor de campanha de António Costa.

Apesar dos rasgados elogios, o deputado do PS vinca que "não estamos a falar, neste momento, de uma disputa à liderança do Partido Socialista" e acredita que o partido está "unido".

"É evidente que o PS é um partido plural, as opiniões divergentes existem, dentro e fora dos órgãos, existem em anteriores líderes do Partido Socialista, e isso é saudável", defende o antigo líder da JS.

A UGT recusou, esta quinta-feira, o pacote laboral e o Governo insiste que vai avançar, mesmo com acordo da concertação social. Quando chegar ao Parlamento, Miguel Costa Matos desafia o Chega a não alinhar com o PSD no Parlamento.

O deputado do PS acredita que a opinião pública dificilmente vai perceber se André Ventura der a mão a Montenegro: "O Chega tem suficente juízo para não alinhar numa coisa dessas. É um desafio".

Costa Matos garante que vai pressionar o Chega para impedir que a lei laboral seja aprovada à direita. "Cá estaremos para dizer aos trabalhadores que, se o Chega alinhar no pacote laboral, prejudicou-os".

Sobre a posição de António José Seugro, que durante a campanha eleitoral afirmou que veta uma proposta que não tenha acordo na concertação social, Miguel Costa Matos acredita que o Presidente "tem sido coerente".

"Ele tem sido muito determinado a dizer que deve haver diálogo", afirma. O deputado socialista acredita que perante um veto, o Governo deve "reconsiderar".

"A palavra do Presidente deve servir para os partidos reconsiderarem", avisa o antigo líder da JS, convicto de um recuo no caso de um veto do Palácio de Belém.

  • Fonte: Rádio Renascença
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