GNR alerta para perigo nas estradas: 127 mortos e 4.752 crimes por álcool até abril
- 24/04/2026 05:01
- Redação
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou, entre 1 de janeiro e 22 de abril de 2026, mais de oito mil crimes rodoviários e cerca de 30 mil acidentes nas estradas portuguesas, que provocaram 127 mortos, segundo um comunicado divulgado pela força de segurança.
De acordo com os dados, foram contabilizados “8.064 crimes rodoviários, destacando-se 4.752 crimes de condução de veículo com taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l” e ainda 2.373 casos de condução sem habilitação legal.
No mesmo período, a GNR registou 30.026 acidentes, dos quais 5.975 envolveram vítimas, resultando em “127 vítimas mortais, 492 feridos graves e 7.067 feridos leves”.
A fiscalização intensiva nas estradas abrangeu 751.066 condutores, tendo sido detetadas 165.251 contraordenações. Entre as infrações mais frequentes, destacam-se 30.336 por excesso de velocidade, 23.484 por falta de inspeção periódica obrigatória e 5.190 por uso indevido de telemóvel durante a condução.
No comunicado, a GNR sublinha que “estes dados evidenciam comportamentos de risco persistentes, com especial incidência no excesso de velocidade, na condução sob o efeito do álcool e na utilização de dispositivos móveis durante a condução”.
A força de segurança reforça que a prevenção da sinistralidade rodoviária continua a ser “uma prioridade estratégica permanente”, mantendo-se “particularmente atenta à evolução da sinistralidade rodoviária em território nacional”.
Perante este cenário, a GNR apela à responsabilidade de todos os condutores, lembrando que “a segurança rodoviária é uma responsabilidade partilhada”, e recomenda o cumprimento dos limites de velocidade, a não utilização do telemóvel ao volante e a abstenção de conduzir sob efeito do álcool.
“Face a este flagelo nacional, que não pode continuar, a Guarda Nacional Republicana continuará a desenvolver a sua ação firme e consistente, visando a proteção da vida humana e a promoção de uma cultura de segurança rodoviária”, lê-se ainda no documento.
A mensagem final deixa um alerta direto aos condutores: “em cada deslocação, mais do que chegar ao destino, importa garantir que todos chegam em segurança.”