Seguro pede um país com identidade e valores no “farol” do Porto
- 24/04/2026 06:59
- Redação
O Presidente da República, António José Seguro, afirmou esta sexta-feira que, “em momentos muito estranhos, muito difíceis e muito divisionistas e fraturantes”, o país precisa de “identidade”, “valores e princípios”, sublinhando também a importância da coesão social.
O Presidente defendeu que a sociedade deve reforçar “a coesão para nos sentirmos membros de uma mesma comunhão de valores”, destacando entre esses valores “a paz”, pela qual é preciso “pugnar e lutar”.
Seguro falou ainda da “responsabilidade de edificar a paz” e de resolver conflitos por meios pacíficos, evocando palavras do Papa: “a guerra é sofrimento e a paz é um dever moral que todos temos de lutar”.
Antes da subida, o Presidente visitou o museu, assinou o livro de honra e recebeu as insígnias da Irmandade dos Clérigos, tornando-se membro honorário.
Já no topo, mostrou-se sensibilizado pela experiência, confessando que não teve “vontade de sair” após apreciar uma vista de 360 graus sobre a cidade.
“Voltarei um dia”, prometeu, “não só para mostrar que o Presidente está em forma, mas sobretudo para recuperar energias com uma vista tão bonita”.
O chefe de Estado destacou ainda o simbolismo do monumento: “é mais do que um monumento. É um símbolo vivo da identidade do Porto, mas também da identidade de Portugal”.
Durante a visita, Seguro elogiou a cidade, que disse gostar de chamar “Invicta”, associando-a a valores como “honradez, lealdade e orgulho de ser português”.
Sublinhou também o papel da Igreja e da Irmandade, destacando “a obra social” num contexto em que é necessário “reforçar a empatia que se vai perdendo entre seres humanos”.
Antes, o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, desejou que o Presidente se sinta na cidade como em casa e elogiou o seu papel como “referência de estabilidade, serenidade, lucidez e sentido de futuro”.
Sobre a Torre dos Clérigos, o autarca afirmou que o monumento é “o farol da cidade do Porto”, sublinhando também o impacto social da Irmandade.
“Nós olhamos para a Torre dos Clérigos como o nosso farol (…) e vamos continuar na mesma senda”, concluiu.