O Kraken existiu? Fósseis revelam polvo gigante de 19 metros que dominava os mares
- 24/04/2026 11:48
- Redação
Há mais de 60 milhões de anos, num tempo em que dinossauros como o T-Rex dominavam a terra, quem dominava os mares eram os polvos. Mais concretamente, um tipo de polvo colossal entretanto extinto.
Uma investigação feita por cientistas da Universidade de Hokkaido, no Japão, vem provar que o mitológico Kraken, uma lenda nórdica de um monstro marinho capaz de destruir navios e que aterrorizava marinheiros, afinal pode ter um fundo de verdade.
A análise a dezenas de fósseis vem revelar que algumas espécies antigas, agora extintas, podiam atingir até 19 metros de comprimento. Para comparação, o maior invertebrado conhecido atualmente é a lula colossal, que pode chegar até aos 15 metros de comprimento e habita as águas profundas e frias do oceano Antártico. Já a maior espécie conhecida do polvo é o polvo-gigante-do-pacífico, que pode chegar aos 9 metros de envergadura.
Através da investigação às mandíbulas fósseis e associando as descobertas à anatomia de polvos modernos, cientistas estimam que o manto do polvo — a estrutura que protege os órgãos vitais — podia ter até 4,5 metros de comprimento, enquanto os tentáculos de uma das duas espécies descobertas — a N. haggarti — podia chegar até aos 18,6 metros.
A chave está agora em perceber como é que estes polvos gigantes se alimentavam, já que os padrões de alimentação são diferentes de polvos modernos, com grande desgaste nas mandíbulas — o que implica o uso desta poderosa mandíbula inferior para esmagar estruturas duras, como conchas ou ossos. O polvo moderno, ao contrário deste ancestral, não engole as suas presas inteiras.
Até ao momento não foram encontrados fósseis com conteúdo que ofereça respostas sobre o que estes polvos comiam, embora a suspeita seja de que a dieta fosse à base de amonites, moluscos que se extinguiram no final do período Cretáceo.