Salários dignos, respeito pelo acordo de empresa e valorização da cultura pública

Salários dignos, respeito pelo acordo de empresa e valorização da cultura pública

  • 24/04/2026 06:30
  • Redação

Há cerca de cinco anos que os cerca de 500 trabalhadores da EGEAC — a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural da Câmara de Lisboa — lutam por melhores condições de trabalho.

“Um aumento de salário, sobre o qual acumulamos reuniões com esta administração, que têm sido monólogos, na realidade. A proposta que temos em cima da mesa é de aumentos de 15%, com 150 euros de aumento para todos os trabalhadores. Mas, do outro lado, há uma espécie de vazio de respostas”, assegura Miguel Lucas Mendes, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, que convocou o protesto.

O aumento salarial previsto para este ano, “de 56 euros e/ou 2,15%, é manifestamente insuficiente”, sublinhou Miguel Lucas Mendes, que recordou que “o último aumento acima da inflação foi em 2018 e, a partir daí, só aplicaram os aumentos para a função pública”.

O sindicato acusa a administração da empresa de “continuar a recusar valorizar os salários de quem faz a empresa funcionar” e de se limitar a “declarações sem impacto real na vida de quem trabalha”, exigindo decisões concretas sobre reclassificações, reposicionamentos salariais, condições e horários de trabalho, formação profissional ou medicina do trabalho.

Aponta ainda como motivos para a greve os direitos que os trabalhadores da EGEAC foram perdendo ao longo dos últimos anos e opções da administração que “estão a criar instabilidade nas equipas e incerteza sobre o futuro dos projetos, dos equipamentos e da própria missão pública da empresa”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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