EUA volta a aplicar o pelotão de fuzilamento em execuções federais

EUA volta a aplicar o pelotão de fuzilamento em execuções federais

  • 24/04/2026 12:22
  • Redação

Os Estados Unidos vão proceder a mudanças nos métodos a adotar no caso da pena de morte, alargando a pena de morte por pelotão de fuzilamento e readotando o protocolo de injeção letal em execuções federais.

Atualmente, o método de morte por pelotão de fuzilamento apenas é permitido em cinco estados norte-americanos — Carolina do Sul, Idaho, MIssissipi, Oklahoma e Utah — e normalmente só é utilizado quando a injeção letal não está disponível ou como opção do próprio condenado.

A última vez que foi usado foi no estado da Carolina do Sul, em novembro do ano passado, por Richard Bernard Moore, e por Mikal Mahdi, em abril, e Brad Keith Sigmon, em março. Antes disso, a última vez que um condenado escolheu a morte por fuzilamento tinha sido em 2010.

A decisão foi tomada pelo atual Procurador-Geral norte-americano, Todd Blanche, que a autorizou depois de o Departamento de Justiça ter revogado uma moratória da era Biden sobre as execuções federais.

“Entre as medidas tomadas está a readopção do protocolo de injeção letal utilizado durante a primeira administração Trump, a expansão do protocolo para incluir outras formas de execução, como o fuzilamento, e a simplificação dos processos internos para agilizar os casos de pena de morte”, afirmou em comunicado o Departamento de Justiça.

Antes da morte de Brad Sigmon, nos últimos 50 anos, o único estado onde foram executados condenados à morte por este método foi Utah, onde quatro em cada cinco atiradores disparam um tiro real, enquanto outro dispara pólvora seca — uma forma de mitigar a culpa psicológica dos executores e criar dúvida sobre quem disparou o tiro fatal. Na Carolina do Sul, uma em cada três armas está carregada com munições.

  • Fonte: Rádio Renascença
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