Seguro defende que tornar públicos donativos políticos "é um compromisso com a ética"

Seguro defende que tornar públicos donativos políticos "é um compromisso com a ética"

  • 25/04/2026 07:20
  • Redação

António José Seguro defende que tornar públicos os donativos políticos "não é uma questão administrativa. É um compromisso com a ética".

Para o Presidente da República, "onde há opacidade cresce a suspeita, onde há clareza cresce a legitimidade". Um recado dado passado uma semana desde a decisão que faz com que os nomes dos doadores dos partidos e das campanhas eleitorais já não podem ser revelados.

Seguro recordou vários temas como o acesso à habitação, o combate à pobreza, o apoio à cultura e a Justiça "a tempo e horas" como valores fundamentais da liberdade.

O chefe de Estado português referiu, igualmente, os algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial que "influenciam cada vez mais as escolhas" dos cidadãos, exigindo mais escrutínio a estas tecnologias.

"A liberdade é garantir que a tecnologia serve o ser humano e não o contrário", referiu.

"A liberdade desaparece aos poucos. Primeiro é uma lei que parece razoável, depois é uma instituição que se esvazia. Acontece com argumentos que parecem inofensivos e nos dias de hoje também com algoritmos", acrescentou.

O Presidente da República dedicou grande parte do seu discurso a uma interpelação direta aos jovens, reconhecendo que enfrentam desafios duros e que "o presente está a hipotecar o futuro".

António José Seguro diz que "não é aceitável tratar as alterações climáticas como um problema de amanhã", pois "o clima não espera pelo calendário político".

O chefe de Estado português reconhece que não pode obrigar os mais novos a gostar do 25 de Abril, porque "ninguém ama por decreto". No entanto, realçou vários direitos que hoje são adquiridos graças ao 25 de Abril: "Quero dizer-vos de modo simples: quando deixaram de ser obrigados a combater, quando não têm de pedir autorização ao vosso marido, quando a vossa mãe e pai foram a urgência e não lhes pediram pagamento para serem tratados, quando leram ou partilharam uma noticia critica do poder e ninguém vos bateu, foi Abril. Abril está nos gestos, faz parte da vossa vida porque têm liberdade", apontou.

Seguro reconheceu que "a democracia tem falhas e às vezes desilude", porém também exalta que "é o único lugar onde a nossa voz conta".

"Se queremos uma política melhor, não é afastando-nos que a melhorarmos. O meu apelo é simples: Estejam atentos. Abril não precisa de guardiões solenes, precisa de cidadãos atentos e com capacidade crítica", indica.

"Não sejam espectadores da Democracia, sejam protagonistas. Cada geração tem um teste, este é o vosso: Garantir que a liberdade não se esqueça e não diminua", apelou, ainda.

  • Fonte: Rádio Renascença
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