Ministro da Defesa do Mali morre em ataque de rebeldes

Ministro da Defesa do Mali morre em ataque de rebeldes

  • 26/04/2026 12:11
  • Redação

O ministro da Defesa do Mali, Sadio Camara, uma das figuras centrais da junta militar que governa o país desde 2020, morreu na sequência de um ataque levado a cabo por rebeldes separatistas na localidade de Kati, segundo indicaram este domingo fontes oficiais.

“Durante o ataque em Kati, o ministro Camara foi morto, assim como a sua segunda esposa”, afirmou à AFP um membro da família do responsável militar.

Os combates foram retomados na manhã deste domingo, 26 de abril, na cidade de Kidal, no norte do Mali, colocando frente a frente rebeldes tuaregues aliados a grupos jihadistas e o exército maliano, apoiado por forças russas.

Os confrontos surgem após uma série de ataques coordenados levados a cabo por rebeldes separatistas tuaregues e pelos seus aliados jihadistas do JNIM.

Um dos ataques mais significativos teve como alvo a residência de Sadio Camara, que estava hospitalizado desde sábado. Segundo a RFI, bem como os jornais Le Figaro e Jeune Afrique, o governante não resistiu aos ferimentos e acabou por falecer este domingo.

O JNIM reivindicou este atentado, assim como outros dois ataques dirigidos ao aeroporto internacional da capital e à residência do líder da junta militar, Assimi Goïta, que terá sido retirado da cidade de Kati. Até ao momento, Goïta não fez qualquer declaração pública.

Os rebeldes tuaregues afirmaram ter assumido o controlo total de Kidal, tradicional bastião da rebelião no norte do país. Indicaram ainda ter alcançado um acordo com combatentes russos da chamada Africa Corps — sucessora do grupo Grupo Wagner — para a retirada das forças da cidade.

Um responsável local, sob anonimato, confirmou à AFP que “os combates recomeçaram entre o exército do Mali, os russos e os rebeldes tuaregues”, acrescentando que vários habitantes ouviram intensos disparos.

Recorde-se que Kidal tinha sido retomada pelo exército maliano em novembro de 2023, com o apoio de forças paramilitares russas, pondo fim a mais de uma década de controlo por grupos rebeldes.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou os ataques reivindicados pelos grupos jihadistas e apelou à comunidade internacional para reforçar os esforços no combate ao crescimento do “extremismo violento” na região.

Entretanto, os rebeldes do FLA afirmam também ter tomado várias posições estratégicas na região de Gao, sinalizando uma possível ampliação do conflito no norte do Mali.

  • Fonte: Rádio Renascença
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