Ataques israelitas fazem 14 mortos no Líbano
- 26/04/2026 16:38
- Redação
Os ataques israelitas no sul do Líbano provocaram, este domingo, 14 mortos e 37 feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês, num novo agravamento da situação numa região já marcada por um cessar-fogo frágil que continua a ser violado por ambas as partes.
De acordo com o comunicado das autoridades de saúde, citado pela Reuters, entre as vítimas mortais encontram-se duas crianças e duas mulheres, o que intensificou as preocupações quanto ao impacto do conflito na população civil. Do lado israelita, foi também confirmada a morte de um soldado.
Em paralelo com os bombardeamentos, o exército israelita lançou um aviso à população para abandonar sete cidades situadas para além da chamada “zona tampão”, no sul do Líbano, aconselhando os residentes a deslocarem-se para norte e oeste.
Num comunicado divulgado na rede social X, um porta-voz militar acusou o grupo xiita Hezbollah de violar o cessar-fogo, justificando assim as operações em curso. “O Hezbollah está a violar o cessar-fogo e Israel atuará em conformidade”, referiu, apelando à evacuação das áreas consideradas de risco.
As localidades visadas situam-se a norte do rio Litani, numa zona onde as tropas israelitas mantêm presença militar e continuam operações, apesar do acordo de cessar-fogo que deveria ter reduzido as hostilidades. Segundo os militares, os ataques tiveram como alvo combatentes do Hezbollah, lançadores de foguetes e um depósito de armas.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu a atuação do seu país, sublinhando que a prioridade é a segurança nacional. “Do nosso ponto de vista, o que nos obriga é a segurança de Israel, a segurança dos nossos soldados e das nossas comunidades”, afirmou durante uma reunião do Governo em Jerusalém.
O líder israelita acrescentou ainda que o país está a agir “vigorosamente de acordo com as regras que acordámos com os Estados Unidos e, aliás, com o Líbano”.
Por seu lado, o Hezbollah garantiu que não cessará os ataques enquanto Israel continuar a operar em território libanês. Em comunicado, o movimento apoiado pelo Irão acusou Israel de “violações do cessar-fogo” e afirmou que não irá aguardar por soluções diplomáticas.
“Não esperaremos por uma diplomacia que se mostrou ineficaz, nem dependeremos de autoridades que falharam em proteger o país”, declarou o grupo, reforçando a escalada de tensão numa região onde a trégua permanece cada vez mais ameaçada.