Mudanças nos certificados de aforro. É uma opção que continua a valer a pena?
- 27/04/2026 13:45
- Redação
Ao mesmo tempo, o montante acumulado que os aforradores podem aplicar na Série F e na Série E aumenta de 350 mil para 500 mil euros.
O Governo justifica esta alteração com a necessidade de promover a sustentabilidade da dívida pública, porque, ao investir em certificados, o aforrador está a comprar divida pública.
Mas este não é o único motivo: o Executivo reconhece também que os limites de subscrição da “série F” eram inferiores aos que tradicionalmente têm sido os das séries anteriores. Ao aumentar os limites, pretende-se também promover a poupança.
A taxa de juro base dos certificados de aforro neste mês de abril está nos 2,13%, sendo taxa de remuneração mais elevada desde maio do ano passado.
A taxa de juro é variável: a base para o seu cálculo é a Euribor a três meses. Quando sobe ou desce, nos 10 dias úteis antes do fim de cada mês reflete-se na remuneração que vai ser paga a quem subscrever certificados no mês seguinte.
A esta taxa de juro acresce um prémio de permanência, que vai crescendo ao longo dos 15 anos de duração, mas há um limite.
É possível perceber que tem sucesso pelos números apresentados pelo Banco de Portugal: o ciclo de investimento em certificados dura de forma ininterrupta desde setembro de 2024.
Só em março, o investimento em certificados aumentou quase 280 milhões de euros.
Entretanto, o Governo também reforçou a rede de espaços de atendimento. Desde meados de março, cinco “Espaços Cidadão” passaram a disponibilizar serviços relacionados com produtos de aforro, onde é possível subscrever ou resgatar.
Os investidores podem entregar os títulos nos balcões dos CTT para que os investimentos em papel passem a ficar registados numa conta no IGCP, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.