52 anos depois

52 anos depois

  • 28/04/2026 01:57
  • Redação

No passado sábado comemoram-se os 52 anos do 25 de Abril. A revolta das forças armadas pôs então fim à guerra colonial e abriu as portas à democracia em Portugal.

São agora cada vez menos os portugueses que ainda viveram sob o regime não democrático e que, por isso, valorizam a liberdade política. Apreciam, por exemplo, que um texto como este não tenha de ser submetido a uma qualquer censura prévia para ser publicado.

Neste meio século a democracia liberal foi por muita gente, na Europa e até nos EUA, trocada por democracias iliberais, que não são verdadeiras democracias, mas regimes autoritários e populistas. A recente vitória, na Hungria, da democracia liberal foi importante; mas o peso dos regimes autoritários no mundo permanece preocupante.

É daqui, da parte dos populismos autoritários, que hoje partem as principais ameaças à democracia. Por isso importa valorizar entre nós a liberdade, lembrando que vivemos mais de meio século sem ela, debaixo de um regime que desprezava os direitos humanos e as liberdades básicas.

O partido Chega, que goza das liberdades democráticas, não ataca abertamente a democracia, porque o espírito do 25 de Abril ainda está vivo no país, e evita elogiar a ditadura derrubada em 25 de Abril de 1974. Mas não disfarça o saudosismo que sente pelo regime de Salazar e M. Caetano.

O combate pela democracia em Portugal implica tornar os portugueses que, na sua maioria, não viveram nesse regime ditatorial, conscientes do enorme bem que é a liberdade política e o respeito pelos direitos humanos. Mesmo quando na nossa democracia liberal há coisas que não nos agradam e que devem ser democraticamente corrigidas.

  • Fonte: Rádio Renascença
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