Estrondo na Figueira da Foz foi causado por F-16 da Força Aérea

Estrondo na Figueira da Foz foi causado por F-16 da Força Aérea

  • 28/04/2026 09:41
  • Redação

De início foi desmentido, mas a Força Aérea confirmou que o estrondo e onda de choque registados na região da Figueira da Foz foram causados pela passagem de um F-16, em missão operacional.

Em comunicado, a Força Aérea referiu que a missão em causa foi de "defesa aérea, em que houve necessidade de ultrapassar a barreira do som", referindo que "este tipo de atividade é essencial para garantir a prontidão e eficácia dos meios nacionais na salvaguarda do espaço aéreo".

A Força Aérea diz que "não existiu qualquer situação de perigo para a população" e que esta foi apenas uma "ocorrência pontual".

No entanto, à Agência Lusa, fonte da Proteção Civil da Figueira da Foz tinha confirmado com a Força Aérea anteriormente, que garantiu que não existiriam registos de um avião ter sobrevoado aquela área.

Quem o ouviu refere ter sido um curto barulho "surdo" — semelhante a um trovão longínquo —, a que se seguiu uma onda de choque de cerca de dois segundos.

Segundo a Força Aérea, "em determinadas condições atmosféricas, nomeadamente inversões térmicas ou variações de densidade do ar, pode verificar-se uma maior propagação das ondas de choque, tornando o fenómeno mais audível e abrangente que o expectável à superfície".

Este fenómeno é ainda mais audível se a passagem da barreira do som acontecer ao largo da costa, explicando também porque se ouviu o barulho vindo do mar.

Antes de se conhecer a razão para o estrondo, a Proteção Civil já tinha descartado a possibilidade de obras no rio ou de uma explosão subaquática — como as que decorrem no leito do rio Mondego, junto ao cais comercial, na obra de aprofundamento da barra. Fonte da comunidade portuária da Figueira da Foz também confirmou à Lusa que os trabalhadores do porto que estavam de serviço naquele momento "não ouviram nem sentiram nada".

Foi também riscada a hipótese de uma descarga elétrica foi abandonada, uma vez que o céu estava limpo de nuvens no momento em que se deu o estrondo. Ainda à Lusa, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) esclareceu que as estações da rede sismológica do continente não registaram qualquer anormalidade. Apesar disso, há relatos do estrondo e onda de choque, mesmo na margem oposta do rio Mondego.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: