Cartão vermelho. Novas regras aprovadas após "caso" Prestianni
- 28/04/2026 16:44
- Redação
Os jogadores que tapem a boca durante discussões com adversários poderão passar a ver cartão vermelho, tal como aqueles que abandonem o relvado em protesto contra decisões da arbitragem, anunciou esta terça-feira o International Football Association Board (IFAB).
As duas alterações, propostas pela FIFA, foram aprovadas por unanimidade numa reunião extraordinária em Vancouver, no Canadá, e entrarão em vigor já no Campeonato do Mundo deste ano.
“Tal como foi acordado na Assembleia Geral Anual do IFAB, em fevereiro, estas decisões resultam de consultas aprofundadas lideradas pela FIFA com todas as partes interessadas”, refere o organismo em comunicado.
“Ao critério do organizador da competição, qualquer jogador que tape a boca numa situação de confronto com um adversário poderá ser sancionado com expulsão”, refere o IFAB.
A medida surge na sequência de declarações do presidente da FIFA, Gianni Infantino, que em fevereiro defendeu a expulsão de atletas que ocultem a boca ao falar com adversário em momentos de tensão.
Durante o incidente, Prestianni tapou a boca com a camisola, levando o árbitro a acionar o protocolo antidiscriminação da UEFA e a interromper a partida.
O extremo argentino, que negou as acusações, acabou por ser suspenso por seis jogos pela UEFA por conduta discriminatória considerada homofóbica.
O IFAB introduziu ainda medidas para evitar a repetição de episódios como o da final da Taça das Nações Africanas deste ano, em que jogadores do Senegal abandonaram o campo em protesto contra uma grande penalidade assinalada a favor do Marrocos.
Apesar de terem regressado e marcado no prolongamento, vencendo por 1-0, os senegaleses acabariam por perder o título, depois de o Conselho de Apelo da Confederação Africana de Futebol dar razão ao protesto marroquino. Marrocos foi então declarado vencedor por 3-0.
De acordo com as novas regras, também ao critério do organizador, o árbitro poderá expulsar qualquer jogador que abandone o terreno de jogo em protesto, bem como dirigentes que incentivem essa ação. Uma equipa que provoque o abandono de uma partida perderá, em princípio, o jogo.